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Brasil rejeita “educação sexual” e “igualdade de gênero” na ONU

Brasil se alia a países islâmicos como Arábia Saudita, Bahrein e Paquistão

Do Blog do Jamil Chade, no UOL

Brasil se alia a islâmicos em temas de sexo e família na ONU

O discurso oficial é de que o novo governo brasileiro tem a missão de defender os valores ocidentais e até lutar pela preservação do cristianismo. Mas, nas votações na ONU, o governo descobriu que é um dos poucos no mundo a se associar às ideias ultraconservadoras do mundo islâmico.

Ao contrário da bravata de Bolsonaro, Brasil terá que proteger terras indígenas por acordo com União Européia

Além disso, país terá que ficar no acordo climático de Paris

Por Bruno Pavan

Durante a campanha, Jair Bolsonaro disse que em seu governo não teria “um milímetro” de Terra Indígena demarcada. 

Após eleito, saiu derrotado na Congresso Nacional quando quis mudar o órgão que demarcaria as terras: da Funai para o Ministério da Agricultura. “Quem demarca terra indígena sou eu”, disse.

A União Europeia, no entanto, não vê por esse lado

Pacto com UE obriga Brasil a ficar no Acordo de Paris e proteger índios

 

Para entrar na turma da União Européia, o governo, pra variar, terá que respeitar a Constituição.

Queda de braço da direita nas ruas

Protesto marcado para esse domingo, por quento, não conta com o entusiasmo de quem foi pras ruas no último dia 26

Por Bruno Pavan

Você sabia que no próximo domingo (30) terão protestos pelo Brasil? É isso mesmo, o Movimento Brasil Livre (MBL) que foi chamado de “tonto” pelo ex-juiz e atual Ministro Sergio Moro em uma das mensagens vazadas pelo The Intercept, está organizando um ato em favor da operação. 

Se você não viu nada em lugar nenhum, fique tranquilo, você teria mesmo que se esforçar muito pra isso. 

Diferente da manifestação do último dia 26 de maio, de apoio ao governo, o MBL, que foi o maior mobilizador das multidões que foram as ruas contra a ex-presidenta Dilma Rousseff e o PT, tem tido dificuldades para se comunicar dessa vez. O fato deles terem ficado de fora do primeiro protesto, gerando a acusação de serem comunistas por simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro, pode ter prejudicado o sucesso dos atos.

Ao contrário dos protestos do mês passado, quando disse que iria e não foi, mas o fez ficar em voga durante toda a semana na imprensa, Bolsonaro está no Japão uma hora dessas, na cúpula do G20, e, apesar de também ter passado vergonha e querendo vender bijuterias de nióbio, conseguiu fechar o acordo da União Europeia com o Mercosul.

O maior homenageado nem no Brasil está. O Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro está numa misteriosa viagem (ele não tem nem agenda oficial) aos Estados Unidos bem na semana que iria se explicar na Câmara dos Deputados.

O editor chefe do The Intercept Brasil Gleen Greenwald não fugiu a foi a Câmara nesta semana. Diante de um shoe de homofobia, onde deputados tinham uma dificuldade latente em chamar seu Marido, o também deputado David Miranda de MARIDO, ele disse para o deputada Carla Zambelli que ela iria se arrepender de pedir para ouvir os áudios das conversas de Moro (ainda não publicados). 

Mas o principal fator do futuro fracasso das manifestações aconteceu na última terça-feira (25) quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por deixar o ex-presidente Lula preso até, pelo menos, agosto. 

Como numa reviravolta em um roteiro pacato e modorrento de um filme de herói, seria muito mais saudável à manifestação de domingo se Lula fosse solto. Os pixulecos se encheriam de ar novamente e as pessoas estariam motivadas a retornar às ruas, menos de um mês depois da última manifestação. 

A verdade hoje é que a Lava Jato está nas mãos da direita e extrema-direita do país. Desde que Moro aceitou ser ministro de Bolsonaro, quem a defendia por ser apartidária já ficou com uma pulga atrás da orelha. Ainda assim, Moro é o ministro mais popular do governo Bolsonaro, o que reforça a tese de ter virado um personagem da extrema direita brasileira.

O colunista da Folha de S. Paulo Celso Rocha de Barros, em coluna no último dia 24/06, apontou que “a Vaza Jato torna mais fácil para o Presidente da República fazer o que sempre quis fazer com o ministro da Justiça: reduzi-lo a um tamanho que ainda faça bela figura em seu ministério sem, entretanto, tornar-se um rival na eleição presidencial de 2022.”

(Opinião parecida com a desse blog aqui )

Por fim, o próximo domingo vai mostrar a força de uma direita que quer se afastar do governo Jair Bolsonaro. O MBL preferiu ficar de fora dos protestos do dia 26 de maio, que não foram um estrondoso sucesso, mas também não foram um fracasso. Eles agora estão na linha de frente de uma outra mobilização e querem marcar território na defesa da Lava Jato. Se não conseguir levar milhões às ruas, perdem a musculatura.

Heleno manda França e Alemanha “procurarem a sua turma”. Que o Brasil não faz parte

Angela Merkel e Emmanuel Macron cobram política ambiental do governo

Por Bruno Pavan

O presidente Jair Bolsonaro está em Osaka para a reunião do G20 (encontro das 20 maiores economias do mundo).

A viagem já começou “turbulenta”, com o caso do avião pesidencial reserva que foi pego com 39 kg de cocaína em Sevilha, na Espanha. Essa quantidade de droga vale aproximadamente 2 milhões de euros. 

O sargento da Aeronáutica preso, Manoel Silva Rodrigues, foi chamado de “mula de luxo” pelo vice-presidente Hamiltom Mourão.

A vida de Bolsonaro não ficou mais fácil quando pouco no Japão. De olho em uma vaga na OCDE e fazendo dobradinha com Donald Trump nos Estados Unidos, o governo tomou dois puxões de orelha de Alemanha e França por conta de políticas ambientais adotadas. 

“Vejo com preocupação as ações do presidente brasileiro [sobre o desmatamento], e se a oportunidade surgir no G20 pretendo ter uma conversa clara com ele”, disse a chanceler Alemã Angela Merkel.

Um acordo da União Europeia com o Mercosul está no horizonte já a algum tempo. O grupo europeu chamou o acordo de “prioridade número um” já Bolsonaro declarou que ele pode ser assinado “logo”. 

O presidente francês Emmanuel Macron, porém, declarou que se o Brasil, a exemplo dos Estados Unidos, sair do acordo climático de Paris o grupo não poderá assinar o acordo.

“Se o Brasil deixar o acordo de Paris, até onde nos diz respeito, não poderemos assinar o acordo comercial com eles. Por uma simples razão. Estamos pedindo que nossos produtores parem de usar pesticidas, estamos pedindo que nossas companhias produzam menos carbono, e isso tem um custo de competitividade. Então não vamos dizer de um dia para o outro que deixaremos entrar bens de países que não respeitam nada disso”, disse.

Respondendo os dois principais líderes europeu na atualidade, o Ministro-Chefe de GSI, general Augusto Heleno, sugeriu que Macron e Merkel fossem “procurar a sua turma”. Pra quem quer entrar na turma da UE, não se trata de uma fala muito simpática.

Por 2022, Bolsonaro entra em queda de braço com Doria por Fórmula 1

A corrida pela Fórmula 1 é a largada para 2022

Por Bruno Pavan

Nesta segunda-feira (24) o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Fórmula 1 vai se mudar de São Paulo para o Rio de Janeiro a partir de 2021. “tem 99% de chances”, apontou. Já se trata de um recuo, já que no mês de maio o mesmo havia afirmado que a corrida de 2020 já ocorreria no circuito de Deodoro. “ou seria isso ou seria a saída dela (Fórmula 1) do Brasil”

Acontece que dessa vez nem precisou-de de um mês para que Bolsonaro fosse desmentido. O diretor executivo da F1, Chase Carey, o desmentiu minutos depois, dizendo que as negociações com a cidade de São Paulo seguem ocorrendo. 

“No momento nós não temos nada fechado, estamos ainda em negociação e não queremos eliminar qualquer possibilidade então estamos negociando com o Rio de Janeiro mas também com São Paulo onde nós temos um contrato até 2020”, afirmou.

Para entender melhor isso, que tem cara, cheiro e gosto de bravata, já que o autódromo ainda nem existe, visite o site Grande Prêmio, que vem fazendo uma excelente cobertura sobre o assunto.

Há uma guerra fria por detrás de tudo isso entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo João Doria. Ao que parece, o “Bolsodoria” da campanha não anda muito bem. Doria tomou o PSDB pra ele, desmontando o pouco que restava da Social Democracia no partido, e, dizem, quer ser candidato à Presidência em 2022. 

O presidente alfinetou o governador paulista dizendo que se quiser ser candidato ao seu posto em 2022 “tem que pensar no Brasil”. O tucano respondeu que “a questão da Fórmula 1 não é política. É econômica. Não é hora de eleição”. O afastamento é claro.

O maior beneficiado disso, o governador fluminense Wilson Witzel, faz parte da ala mais bolsonarista raiz. Era um ilustre desconhecido até antes das eleições e só ganhou força nos últimos 15 dias de campanha, quando colou seu nome ao do presidente. Doria já era prefeito da capital paulista e já era favorito ao Palácio dos Bandeirantes. É uma figura política mais forte.

Na semana passada as circunstâncias dos vazamentos da operação Lava Jato foram benéficas ao presidente, já que outro presidenciável, Sérgio Moro, agora está em seu bolso (com o perdão do trocadilho). 

Com os indicadores econômicos dando sinais que não vão reagir tão cedo, a reforma da previdência ainda patinando, o tal “mercado” já olha com desconfiança para o novo governo. O destino da Fórmula 1 é apenas o começo desse distanciamento que parece irreversível.

Moro e Guedes perdem força. Bom para Bolsonaro?

A ideia de que os “superministros” seriam um freio ao presidente foi por água abaixo

Por Bruno Pavan

Na semana passada foram publicadas as seis matérias do The Intercept Brasil mostrando como o então juiz Sergio Moro atuava em conluio com a acusação e a força tarefa da Lava Jata do Ministério Público Federal.

Mas do que isso, era o líder da fato da força tarefa. Deltan Dallagnol, como bem dito pelo ministro do STF Gilmar Mendes, não passava de um “bobinho”.

Quem acompanhou a Lava Jato com atenção desde o início já desconfiava da postura “pouco republicana” desde o vazamento, esse sim jogando ao seu favor, do diálogo da então presidenta Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula, quando da indicação deste para o ministério da Casa Civil, já aos 46 minutos do governo Dilma.

Leia aqui todas as matérias que saíram no The Intercept até agora.

Já no último sábado o presidente Jair Bolsonaro, sem que fosse perguntado, criticou duramente o presidente do BNDES Joaquim Levy, com quem, em suas palavras, estava “por aqui”.  Falei pra ele demitir esse cara na segunda-feira ou eu demito você sem passar pelo Paulo Guedes”, disse.

Levy, mostrando que ainda há um pingo de dignidade na sua pessoa, entregou uma carta de demissão ao ministro da economia Paulo Guedes, que não moveu uma palha em sua defesa.

O pingo d’água que deixou Bolsonaro “por aqui” foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para a diretoria de Mercados de Capitais do banco. Pinto trabalhou nos governos petistas e, para os parâmetros do presidente, isso seria inaceitável por si só.

Esses dois acontecimentos causaram o rebaixamento de Moro e Guedes, que se superministros “indemissíveis” passaram a anões na esplanada dos ministérios.

Sobre Moro, Bolsonaro o levou, na última quinta-feira, ao jogo Flamengo e CSA, no Estádio Nacional Mané Garrincha, na capital federal. Apareceram lado a lado, vestiram a camisa do time mais popular do país para, dias depois, Bolsonaro dizer que não confia 100% em seu ministro.

Bolsonaro e Moro no Mané Garrincha. Foto: Reprodução Twitter

Contra o ex-juiz ainda pesa o fato de que, desde que foi picado pela mosquinha do poder, é pré-candidato informal  à presidência da República em 2022. E tem aprovação muito maior que Bolsonaro perante a opinião pública (ao menos antes dos vazamentos).

Guedes e Moro eram ministros que de certa forma estavam acima do governo. Você poderia ser contra Bolsonaro e seu discurso reacionário, mas a classe média dificilmente era contra a luta de Sergio Moro contra a corrupção e a elite financeira não questionava a agenda liberalizante de Guedes. “Não votei em Bolsonaro, votei em Paulo Guedes” é algo que se ouvia por aí.

Hoje no governo não há ninguém maior que Bolsonaro. Guedes se enfraquece cada dia em que a reforma da previdência não anda ou é dilapidada no Congresso Nacional. Moro se tornou refém do que vai vir por aí nos novos vazamentos, já que ninguém dá a menor bola para seu pacote anti-crime.

O presidente ainda precisa focar no que realmente importa: a agenda do emprego e fazer a economia girar. O desafio é enorme, dada a imensa falta de noção dele e de suas lideranças preocupadas com radares nas rodovias e tomadas de três pinos. Mas não ter mais ministros “indemissíveis” é uma boa notícia.

Quem vai pra rua dia 26. E quem vai ficar em casa

Jair Bolsonaro manteve a temperatura social alta nos primeiros cinco meses de governo. Manteve por estratégia eleitoral e política. Ele tem que manter suas bases aquecidas e mobilizadas porque, de fato, pouco fez até agora no poder a não ser lutar contra os moinhos de vento do socialismo, marxismo cultural e a “extrema imprensa”.

A estratégia ficou clara no corte (ou contingenciamento, como quiser) de 30% do orçamento federal na educação. O governo Bolsonaro não foi o primeiro a cortar na educação. Mas foi o primeiro a ter orgulho disso. Tanto na mentira contada pelo ministro Abraham Weintraub, que disse que cortaria somente de universidades que promovessem “balbúrdia”, quanto na declaração do próprio presidente que chamou os milhões de manifestantes nas ruas no último dia 15 de “idiotas úteis”.

Isso tudo está tendo reflexos nos índices de aprovação da (indi) gestão, que nunca foram tão baixas em tão pouco tempo de governo. Some-se a isso a falta de habilidade de Bolsonaro e seu staff em negociar com a Câmara e o Senado e as previsões de crescimento econômico abaixo do que se esperava e temos um capitão nas cordas.

No próximo domingo (26) o governo verá o que esperar de sua base eleitoral. Estão convocadas manifestações em todo o país em defesa do governo e contra o Congresso Nacional e o Supremos Tribunal Federal.

Quem vai, afinal?

O núcleo duro mais a direita (que periga se afogar no oceano atlântico). Os chamados Olavetes. Olavo de Carvalho, “filósofo” e guru ideológico de figuras importantes dentro do governo, inclusive o zero dois Eduardo Bolsonaro,  disse que ficará quietinho a respeito da política nacional. Carvalho trucou. Sabe que ainda tem influência no governo. Se as manifestações de domingo forem um sucesso, ele será o grande vencedor, derrotando os militares que não querem ir pras ruas. Se não forem, ele tentará sair por cima dizendo que não tem nada a ver com isso. Mas tem.

O Círculo Militar também convocou para as manifestações. 

Quem não vai?

O presidente, que disse que ia, não vai mais. O MBL, grande articulador dos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff, também não vai e está em atrito com o governo. O presidente do PSL, partido do presidente, não vai e disse que a ideia não é boa.

Outro setor que ficará em casa no próximo dia 26 é o tal mercado. O Ministro da economia Paulo Guedes sabe que precisa do Congresso Nacional para aprovar sua reforma da previdência. Se a temperatura subir ainda mais, seu trabalho pode se complicar. A Fiesp também não está disposta a colocar seu pato na rua. Seu presidente, Paulo Skaf, surfou no Bolsonarismo, não conseguiu sequer ir ao segundo turno na disputa pelo governo de São Paulo, e zarpou.

Por último e não menos importante, Rodrigo Maia está magoado com o governo. Sabe que a Câmara, casa que ele preside, será um dos principais alvos dos protestos. Bolsonaro e sua equipe os tratam como bandidos. O líder do governo na casa, Major Victor Hugo, compartilhou, via WhattsApp uma imagem mostrando que, para negociar com o Congresso, só com um saco de dinheiro.  O governo pode ter vitórias na casa até domingo, se a tal reforma administrativa for aprovada e o COAF voltar para as mãos do Ministro da Justiça Sergio Moro. Mas o recado está dado.

 

Difícil prever o que vai acontecer. Mas não é um bom sinal um governo que precisa mobilizar a sua base de apoio com menos de seis meses no poder. Quando deveria estar em lua de mel com o país. Fosse um jogo de poker, Bolsonaro está dando um “all-in” cedo demais. Pode ganhar uma pequena sobrevida se tiver um jogo bom. Mas valerá à pena?

Zé de Abreu: a oposição que Bolsonaro merece

Por Bruno Pavan

Quinta-feira passada (8), já depois da polêmica do Golden Shower, o presidente Jair Bolsonaro fez uma live para falar com a população brasileira via Facebook.

Entre outros trepidantes assuntos, falou sobre as lombadas eletrônicas nas estradas do país, denunciando a indústria da multa, como um bom vereador. Depois, denunciou uma cartilha que ensinava adolescentes a colocarem a camisinha corretamente. Uma indignação digna de sua tia carola, mas não de um presidente que precisa, entre outras coisas, desenvolver políticas públicas de combate a AIDS e esclarecer dúvidas sobre a gravidez na adolescência.  

Se ele não sabe, de acordo com o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2015 o número de jovens de 15 a 19 anos com o vírus no país cresceu 187%.

Pra esse presidente, não há opositor maior do que o ator José de Abreu, que se autodenominou presidente do Brasil no último dia 26. Bolsonaro é, antes de tudo, performance com a sua estética do urgente. Nada melhor do que um ator e uma hashtag para o tirar do sério. Bolsonaro, inclusive, já ameaçou processá-lo. Alexandre Frota também.  

A impressão é que Bolsonaro nunca quis ser presidente. Se algum dia quis, já se arrependeu. Nesse pouco mais de dois meses no cargo ele se absteve de comentar qualquer coisa que fosse útil ao país. Não falou nada sobre a patacoada resultante da visita de parlamentares de sua base de apoio à China, sobre a crise na Venezuela, nem sobre a reforma da previdência, a maior de suas tarefas, pois foi colocado onde foi também pelo mercado financeiro.

O que o capitão reformado quer mesmo é ficar destilando seus preconceitos usufruindo do foro privilegiado para não ser processado como um reles mortal. Pra isso, poderia ficar com seu cargo na Câmara dos Deputados. Tarde demais. Agora virou vidraça.

A esquerda que quer fazer oposição ideológica séria precisa se voltar ao vice. Hamiltom Mourão não é só a voz da sensatez do governo. É a única cabeça que pensa algo de Brasil. Quando os adultos sentaram a mesa, era ele que estava no grupo de Lima para discutir a questão na Venezuela. Quando o presidente pediu e conseguiu a cabeça de Ilona Szabó para Sergio Moro, foi ele que lamentou. Quando Ricardo Salles diz que não importava quem era Chico Mendes, o General da reserva que colocou panos quentes.

Outra coisa que é preciso entender, as polêmicas de Bolsonaro nas redes não são pra fazer cortina de fumaça pra nada. Ele é assim. Só foi eleito por ser assim. E vai precisar manter seu eleitorado engajado contra os inimigos imaginários do brasil, da família, etc etc etc.

É aí que a esquerda que tem ideias, e não só memes, tem que agir.

José de Abreu é tudo que Bolsonaro merece.

Podcast Fora de Foco #22 – Fascismo e crise de hegemonia com Tatiana Poggi

A nova edição do Podcast traz uma entrevista com a professora de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF) Tatiana Poggi que falou sobre o novo fascismo que vem crescendo pelo mundo e crise de hegemonia.

Ela participa também do web curso sobre fascismo realizado pelo Esquerda Online. Clique aqui para ver

 

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