A divisão no PSDB é mais grave do que se pinta

privatariatucana

Saiu na Folha, na Coluna da Mônica Bergamo:

FAMÍLIA
José Serra afasta qualquer possibilidade de se reconciliar pessoalmente com Aécio Neves, embora militem no PSDB. O ex-governador de São Paulo acha que o mineiro está por trás do livro “A Privataria Tucana”, de 2011, em que negócios de sua filha, Veronica, foram esquadrinhados. Não perdoa.

FAMÍLIA 2
O autor, Amaury Ribeiro Jr., diz em um dos capítulos do livro que foi escalado por um jornal de Minas, ligado a Aécio, para levantar informações sobre arapongas que Serra teria supostamente colocado no encalço do mineiro. A partir daí, começou a pesquisar os negócios da família do paulista. Diz, no entanto, que fez isso por conta própria, “usando da liberdade conferida aos repórteres especiais” da publicação em que trabalhava.

Fora do Foco:

José Serra dá sinais de que fará por Aécio em 2014 o que Aécio fez por ele em 2010.

Se a coluna de Bergamo tiver precedência – e geralmente têm – a cidadela paulista fica mais receptiva as investidas de Eduardo Campos, que tem conversado com empresários de São Paulo.

Sem São Paulo, Eduardo já pode sonhar com o segundo lugar…

Sonhar, aliás, até a Marina pode.

Por Murilo Silva,

Bernardo prepara a 2ª privatização das Teles

FHC e bernardo

O coletivo Intervozes e a ONG de defesa ao direito do consumidor PROTESTE estão encampando uma briga contra a cessão dos chamados “bens reversíveis” às Teles.

O governo pretende passar paras as operadoras de telefonia a propriedade definitiva sobre esses bens. Em troca, o governo quer mais investimentos na criação de centros de acesso à banda larga.

Em 1998, durante o leilão que privatizou o sistema telefônico brasileiro, o Estado manteve parte do patrimônio – móvel e imóvel – indispensável a prestação de serviço telecomunicação.

As concepcionárias adquiriram o direito de uso dessa infraestrutura, e não de propriedade.

Segundo relatório de 2012 da ANATEL, os bens conversíveis em poder das Teles somam uma lista de mais de 8 milhões de itens totalizando um valor de mercado superior à 108 bilhões de reais.

Uma mixaria…

Veja o relatório da Anatel:

http://www.anatel.gov.br/Portal/verificaDocumentos/documento.asp?numeroPublicacao=284382&assuntoPublicacao=Relat%F3rio%20RBR%20ano%20base%202011&caminhoRel=In%EDcio-Biblioteca-Apresenta%E7%E3o&filtro=1&documentoPath=284382.pdf


Para se ter uma ideia deste patrimônio, o leilão do sistema Telebras, o maior da história do País, arrecadou na época 22 bilhões de reais.

Os bens reversíveis devem voltar ao poder público para seu uso e fruto em 2025, quando termina o contrato de concessão das Teles.

Ao fim do contrato, o Estado terá o direito de dispor desses recursos como quiser, inclusive para conseguir condições melhores na negociação de renovação dos contratos.

Como se sabe, a privatização da telefonia no Brasil se deu no “limite da irresponsabilidade”.

O leilão de 1998 se consolidou por uma venda com pouco capital privado e muito incentivo público, principalmente do BNDES.

A maior empresa vendida naquele 29 de junho, na Bolsa de Valores do Rio, foi a Tele Norte Leste, arrematada pelo consórcio Telemar.

Um dia depois, o governo percebeu o óbvio. O grupo formado por empresários brasileiros não tinha grana.

O grupo comandado por Sérgio Andrade e Carlos Jereissati havia deixado a carteira em casa.

Lá entrou o BNDES como sócio, para impedir que todo o processo fosse anulado – como rezava o edital – salvando assim o que ficou conhecido como Tele-gangue.

Outro beneficiado com o processo foi o banqueiro Daniel Dantas.

(Aliás, este post se felicita por dar as boas vindas a este ilustre brasileiro aqui no “Fora de Foco”. Seja bem vindo D.D. ! Inclua-nos no seu menu. Mas cuidado, leia com moderação.)

Seguido ao leilão, gravações feitas a partir dos telefones do BNDES no Rio de Janeiro, mostravam uma concertação do governo para beneficiar o consórcio comandado pelo banqueiro baiano-carioca – que também atende pela alcunha de orelhudo.

Os “grampos do BNDES” marcaram o governo FHC. Não resistiram ao episódio: o Ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros; do Presidente do BNDES, André Lara Resende; e o lendário diretor de negócios internacionais do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira.

Voltando a vaca fria, a própria existência dos bens conversíveis é um escandá-lo.

Muito desses bens são: orelhões; torres de transmissão, quilômetros e quilômetros de fios e cabos, estações telefônicas e etc. São equipamentos que estarão ultrapassados até 2025.

O fato desse patrimônio ser público, e ser disponibilizado sem custo algum as concessionárias, desestimula as empresas a investirem na modernização de equipamentos.

Por esse e por outros tantos motivos, o leilão de 1998 culminou com um dos piores serviços de telefonia do mundo e com a patranha da BrOi.

A fusão da Brasil Telecom com a Oi.

A a super Tele-Gangue, que rendeu 1 bilhão de reais a Daniel Dantas, (volto a frisar, uma referência intelectual deste blog).

Agora, a PROTESTE e o Intervozes denunciam a proposta do ministério das Comunicações de entregar os bens reversíveis às Teles em troca de metas de investimento.

O que significa entregar um mega patrimônio público para que empresas privadas invistam em si mesmas.

O Governo alega que este seria um bom negócio, justamente porque o patrimônio estaria todo sucateado até 2025.

Contudo, a teoria não se aplica muito bem a realidade. Grande parte desta lista de 8 milhões de itens corresponde a prédios, terrenos, contratos de concessão de serviços e até obras de arte.

Veja a nota da PROTESTE, que já enviou o caso ao MPF e ao TCU:

http://www.proteste.org.br/nt/nc/press-release/proteste-contra-troca-dos-bens-reversiveis-por-investimentos-das-teles

 

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