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Esquerda precisa lutar contra o neototalitarismo, o populismo e o adesismo, diz Ruy Fausto

Ocorreu na última terça-feira (9) no livraria Martins Fontes em São Paulo o debate sobre o livro “Caminhos da esquerda”, do professor emérito da USP Ruy Fausto, lançado pela Companhia das Letras. O evento também contou com a presença do deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ).

Foram discutidos muitos pontos como quando aconteceu a crise da esquerda no Brasil e no mundo e o que será preciso fazer para a reorganização do campo progressista após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Ou seja, como diz o próprio título do livro de Fausto, os caminhos da esquerda.

Para Fausto há três “doenças” principais da esquerda. O neo-totalitarismo, o populismo ou o patrimonialismo e o adesismo.

O neo totalitarismo, para Fausto, mora em manifestações de apoio a pensadores ortodoxos como o filósofo italiano Domênico Losurdo, que esteve no Brasil recentemente para as comemorações dos 100 anos de revolução russa. “Dizem que a revolução russa acabou com isso e com aquilo, sim, acabou mas colocou algo pior no lugar. A gente vê o (Antonio) Negri querendo fundar um novo leninismo, isso acabou, está morto e enterrado, não tem nenhum futuro”, criticou.

Já no campo do adesismo, ou seja, de abrir mão de seus ideiais para “seguir na onda” da política tradicional, Fausto dá os exemplos do ex-presidente Fernando henrique Cardoso, que na visão dele migrou da centro-esquerda para a centro-direita, e o PPS, que era o antigo PCB, e que saiu da extrema-esquerda e vai para a política dominante.

A terceira doença, o populismo, o professor identifica nas discursos a favor do governo venezuelano de Nicolas Maduro, que identifica tanto na esquerda brasileira, nas vozes de Gleisi Hoffman e em alguns quadros do PSOL, quanto na esquersa mundial, principalmente na figura de Jean-Luc Melenchon que ficou em quarto lugar nas eleições presidenciais francesas em 2017 com 19% dos votos.

A saída é uma esquerda mais moderna

O deputado Alessandro Molon também estava presente no evento e apontou a necessidade de se formar no Brasil um esquerda com pautas mais modernas, preocupada, sobretudo, com a desigualdade social mas sem esquecer da defesa da democracia.

“Dentro desse espector de uma esquerda democrática, há um vácuo no Brasil que ninguém conseguiu ocupar. Nem a Rede, partido da qual eu faço parte, conseguiu ocupar esse espaço. O PT deveria estar preocupado em fazer uma autocrítica honesta mas não está fazendo e os que se preocupam em fazer dizem que o partido errou porque não foi esquerda o suficiente. Eu não acho que esse seja o diagnóstico correto”, afirmou.

Ter um discurso contundente contra a corrupção também foi apontado tanto por Fausto quanto por Molon como algo essencial para que a esquerda brasileira possa ressurgir com força. O deputado fez menção a um artigo publicado no site justificando intitulado “Esquerda fashion punitivista” que fazia críticas e ele e ao senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) por defender publicamente o ex-procurador geral da república Rodrigo Janot e o Procurador da República Deltran Dellagnol e suas atuações na operação Lava Jato.

“Quanto à ideologia, a esquerda ‘fashion’ punitivista acaba sendo mais daninha ao avanço das liberdades democráticas do que os deletérios personagens da direita, justamente porque confundem a população e, com isso, contribuem para consolidar personagens que extrapolam suas funções institucionais, em clara afronta ao papel constitucional que deveriam exercer. A contradição que não percebem é que ao incentivar a exaltação política de autoridades do MP e do Judiciário, contribuem para a completa ausência de controle do poder punitivo”‘, apontou o advogado Patrick Mariano (Clique aqui para ler o artigo na íntegra)

“É claro que o combate à corrupção não pode ser um fim em si mesmo, mas eu não consigo entender, honestamente, quem diz que agora estão tentando usar o discurso garantista contra a seletividade penal pra dizer que quem é de esquerda não pode achar bom que as pessoas estão sendo descobertas e respondendo aos crimes que praticaram. É um negócio inacreditável isso! Durante anos a esquerda que estuda seletividade penal disse que o sistema penal foi feito pra prender pobre e negro, o que é corretíssimo. Mas quando começa a pegar o andar de cima você diz ‘não, nós somos contra cadeia’. Então a gente é contra o quê? Me parece que temos aqui um problema de igualdade também, mas não só social como republicana, de que maneira o estado trata cada um”, respondeu o deputado.

Sobre a polêmica com Marilena Chauí: “alguém precisava ter feito a crítica”

Na revista Piauí de número 121, de outubro de 2016, o professor  Ruy Fausto assinou o artigo “reconstruir a esquerda”, uma espécie de pontapé inicial para o livro lançado menos de um ano depois. Como é de praxe da revista, os artigo são ilustrado por uma ilustração e, no caso desse, era uma desenho da professora da FFLCH-USP Marilena Chauí feliz representada como uma sereia tocando uma harpa. A imagem contrastava com um navio com uma bandeira do PT passando por uma tormenta e pessoas se afogando. Há também uma menção ao ex-presidente Lula no desenho.

A ilustração não era gratuita e vinha com uma passagem do texto de Fausto abaixo: “é preciso dizer: o discurso político de Marilena Chauí tem representado uma verdadeira catástrofe para a esquerda. Infelizmente, ela se mostra seduzida demais pelo aplauso dos auditórios”   

Um mês depois, a revista Cult traz um artigo de seis professores da USP intitulado “Um frágil diagnóstico sobre Marilena Chauí e esquerdas”, que respondia ao professor Ruy Fausto.  

Perguntado sobre a crítica feita, Fausto apontou que as intervenções políticas de Chauí são insuficientes e demagógicas e que se ele não fizesse as críticas. alguém teria que fazê-la.

“Eu fiz uma crítica bastante forte à Marilena porque primeiro o estilo de intervenção política dela é muito insuficiente e um pouco demagógico. A saída dela em torno da classe média foi extremamente infeliz, tanto que agora ela já se corrigiu. Ela também não fez a autocrítica que tinha que fazer ao PT. Eu escrevi aqueles artigos depois de um colóquio fez e que ela termina com um elogio do PT. Numa outra reunião que tivemos, quando se falou em autocrítica ele disse que era coisa de stalinista, isso é uma bobagem, a autocrítica que a gente está pensando não é a autocrítica dos processos de Moscou. Esse tipo de linguagem tinha que ser criticada. Com isso eu não quero desprezar os méritos dela como professora, e espero que ela continue participando dos debates, não sei, não a vi depois dessa discussão, mas acho que um dia teriam que fazer isso e eu fico contente em ter feito. Se eu pensasse um pouco mais talvez eu não fizesse porque enfrentar a Marilena na universidade é uma coisa de maluco. Se passou um pouquinho da medida eu não sei, mas eu tive que fazer”, encerrou.    

Marina Silva comparece em ato de apoio ao deputado Marcos Feliciano

O seu Agnelo também não surpreende…

 

rede
um jeito novo de fazer política

 

Deu na Folha:

A bancada evangélica da Câmara saiu em defesa da permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Casa.

Durante uma sessão de homenagem à Assembleia de Deus -que realiza nesta semana em Brasília convenção-geral para eleger seu presidente e diretores até 2017-, deputados evangélicos dispararam recados aos líderes partidários, que se reúnem hoje com Feliciano para discutir a sua manutenção à frente da comissão.

Estiveram na reunião dos representantes da Assembleia de Deus ontem à noite o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e a ex-senadora Marina Silva (Rede), ela própria participante do movimento.

Feliciano, que comanda a Catedral do Avivamento, um dos ministérios da Assembleia de Deus, não apareceu nem foi citado nos discursos e nas apresentações musicais que marcaram o evento.

 

FHC: só os nobres podem viver para sempre

Por Murilo Silva

Esse editor apostou no final do mês passado um cruzeiro furado na eleição de Ayres Britto para a cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras, declarada vaga com a morte do jornalista João de Scantimburgo, no final de março último.

Eis que esse editor lascou-se com um cruzeiro furado, a partir do momento que a candidatura do já imortalizado pela  estória (assim mesmo, com ‘e’ de elefante), Fernando Henrique Cardoso I, tomou robustez.

Na ocasião, esse editor foi buscar na fonte camoniana uma expressão à altura da redenção do impropério proferido:

“Cesse tudo o que a musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta!”, Disse esse editor.

Eis que esse reles jornalista se pega no mesmo erro novamente, caro colaborador. O erro de comemorar precocemente os louros da deusa vitória.

Um novo candidato desponta na peleja!

Cessem do sábio Grego e do Troiano 

As navegações grandes que fizeram; 

Cale-se de Alexandro e de Trajano 

A fama das vitórias que tiveram….

(Veja caro colaborador, que esse editor se esmera para mostrar algum verniz intelectual, já que o trado da imortalidade assim o exige… Mas o inculto periodista não consegue avançar da terceira estrofe do I Canto…)

Sendo assim, sem mais preâmbulos o Fora de Foco apresenta a mais nova candidatura a cadeira 36, capaz de formar páreo ao nome do príncipe dos sociólogos!

amaury
Coração de Leão

O jornalista Amaury Ribeiro Júnior, tem uma relação estreita com a imortalidade.

Sua prima obra, por si só, já imortalizou muita gente…

Ricardo Sérgio de Oliveira, o homem de mil segredos.

José Serra, Daniel Dantas e suas Verônicas…

Só comparado as rotas das Índias Ocidentais, o Pritaria Tucana de Amaury traça um mapa preciso das correntes que movimentam o dinheiro público pelas águas quente abaixo do Equador.

As vezes o dinheiro sobe de mais… É a Lá Nina, Lá Nina Verônica!

A deriva pela rede, caro colaborador, corre um manifesto em apoio à candidatura desses jornalista.

Esse jornalista tantas vezes laureado pelo mais devotado exercício da mais terrena das profissões – o jornalismo.

Essa empolgante empreitada pela mortalidade de Amaury já reúne uma ilustre galeria, lista abaixo:

Ps’ para adicionar seu nome a lista de Amaury, clique aqui.

Ps” por questão de equidade, é bom lembrar que a candidatura de FHC também conta com vasta lista de apoios encabeçada por José Sarney, que por seus “Marimbondos de Fogo“, já assenta-se na távola de Machado de Assis pela eternidade.

A lista:

Altamiro Borges
Antonio Cantisani Filho
Breno Altman
Daniel Freitas
Dermi Azevedo
Diogo Moysés
Elis Regina Brito Almeida
Emiliano José
Emir Sader
Enio Squeff
Ermínia Maricato
Flavio Wolf Aguiar
Gilberto Maringoni
Inácio Neutzling
Ivana Jinkins
Joaquim Ernesto Palhares
Joaquim Soriano
João Brant
José Arbex Jr.
Julio Guilherme De Goes Valverde
Katarina Peixoto
Ladislau Dowbor
Laurindo Leal Filho
Lúcio Manfredo Lisboa
Luiz Carlos Azenha
Luiz Fernando Emediato
Luiz Gonzaga Belluzzo
Marcel Gomes
Marcio Pochmann
Marco Aurelio Weissheimer
Marcos Dantas
Paulo Henrique Amorim
Paulo Salvador
Raul Millet Filho
Reginaldo Nasser
José Reinaldo Carvalho
Renato Rovai
Rodrigo Vianna
Samuel Pinheiro Guimarães
Venício Lima
Wagner Nabuco”

Sugestão para Marina Silva

Esse Fora de Foco reproduz, com exclusividade, uma sugestão de seu mais assíduo colaborados, o chargista Samuel de Oliveira Preto, endereçada à líder verde, Marina Silva.

Como revelou semana passada a colunista Dora Kramer, aqui carinhosamente chamada de Dorinha, o PSDB vêm ajudando Marina a colher assinaturas para fundar sua REDE – que assim como o PSD de Kassab, não é de esquerda e nem de direita e nem de centro.

Uma beleza.

Um “gentil patrocínio” como definiu Dorinha.

Veja:

rede
gratidão: a primeira das virtudes humanas

 

Mande você também sua colaboração ao Fora de Foco em: foradfoco@gmail.com

 

 

 

Dirceu recorrerá à Corte Interamericana?

Deu no Painel Político do iG:

O ex-ministro José Dirceu mandou rodar em três idiomas o texto em que se defende do resultado do julgamento do mensalão. O material ganhou versões em espanhol, inglês e francês.

O documento tem sido distribuído pelo petista a autoridades como chefes de Estado estrangeiros, para contar seu lado da condenação no Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e corrupção ativa.

Um dos que recebeu o documento em mãos foi o ex-presidente da Espanha Felipe González, que esteve no Brasil no fim de março. O espanhol se disse estarrecido com o resultado da condenação.

Os remédios ficam mais caros e os planos de saúde ficam impunes

padilha
um, o outro, ou nenhum dos dois?

Por Murilo Silva,

O noticiário não é bom para o ministro da Saúde Alexandre Padilha. Nos bastidores, Padilha concorre com o colega de ministério, Aloizio Mercadante, a indicação do PT para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes em 2014.

Acontece que o noticiário das últimas semanas não é nada favorável à Padilha.

No começo da semana, a Folha divulgou que, por leniência, a Agencia Nacional de Saúde Suplementar deixou “caducar” 2,7 milhões de reais em multas contra planos de saúde.

Muito além do valor pecuniário, a prescrição das multas gera um prejuízo moral imenso a ANS, uma agência reguladora que se mostra débil em matéria de regulação. É um desastre em um país onde os planos de saúde batem recordes de queixas, e com isso, comprometem as vidas de milhares de clientes.

Hoje, o ministério da Saúde anuncia um aumento que parte de 2,70% e chega à 6,31% nos medicamentos.

A lista de remédios reajustados somam 6.234 itens, o que corresponde a mais de 50% do mercado brasileiro.

Segundo o IBOPE, o brasileiro deve gastar em média R$ 430,92 com medicamentos esse ano. Um mercado que deve movimentar 70 bi. Só a chamada classe C – alvo de todos e menina dos olhos do PT – deve arcar com metade desse custo. O aumento anunciado hoje terá impacto nessa conta.

Na última pesquisa IBOPE, que avaliou o governo Dilma com recorde absoluto de aprovação, a Saúde apareceu como principal problema do governo. Nada menos que 67% dos entrevistados desaprovam a gestão da Saúde.

Com essas prerrogativas – ainda que contando com a bem sucedida receita do “novo”, defendida por Lula – o nome de Padilha perde força perante Aloizio Mercadante.

Além de ter o apoio do PT de São Paulo, Mercadante aparece com o prestigio revigorado no Planalto, figurando atualmente como um dos principais interlocutores da presidente Dilma.

Em um partido com cada vez menos democracia interna, a bola esta com Dilma, Lula e os marqueteiros. A conferir.

A política não se faz com a pomba branca. Nem com o fígado

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Produção… ô… produção….

Por Bruno Pavan 

O pragmatismo, principalmente nas minhas posições políticas, é algo que eu prezo muito. Política é, antes de tudo, escolha de um lado. Muitas vezes essas escolhas te farão colecionar pessoas que não vão muito com a sua cara. Faz parte.

Não acho possível fazer política como pretende, por exemplo a ex-ministra Marina Silva, com a pomba branca da paz na mão. Penso que isso é fazer política com a antipolítica.

Tomar posição é necessário. Melhor do que ficar sugerindo plebiscito pra tudo. Lula, FHC, Jean Willys geram ódio por quem não concorda com suas posições. Os três são políticos e devem tomar posições.

Nessa semana uma polêmica tomou conta do twitter. Um perfil polemicista profissional ofendeu o deputado Fernando Ferro (PT-PE). O chamou de “lixo humano” e de “merda”. Que respondeu com insultos homofóbicos. O mais curioso de tudo é que o perfil faz parte de tropa anti-governista. Supostamente fariam críticas à esquerda do governo. Na prática, fazem política com o fígado.

Ferro errou em entrar na onda do polemicista. Faltou jogo de cintura para lidar com os revoltados (e mal educados) da internet. Errou em ter chamado o dono do perfil de “boneca agressiva”, usou a orientação sexual do ofensor para ofendê-lo. O pontinho antes do nome do deputado é representativo. Ele jogou verde pra colher maduro. E colheu.

O antigovernista apelou para a tática Ivo Holanda de argumentação. Escolheu um alvo, o ofendeu para tirá-lo do sério, depois saiu gritando “produção, produção… me ajuda produção”. É infantil. Da mesma forma como acusam o governismo de ser.

(tentar) Discutir política é cada vez mais difícil no mundo em que as redes sociais liberam o que há de mais preconceituoso na mente das pessoas. Deixem as vísceras longe da política, ela só atrapalha.

Quem o ministro da Justiça quer esconder?

DantasCardozo
quem Cardoso esconde?

 

Deu no Globo:

BRASÍLIA — A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nesta terça-feira nota de apoio aos delegados Luís Flávio Zampronha de Oliveira, que investigou o mensalão, e Matheus Mela Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, que foram proibidos de dar entrevistas sem a autorização prévia do departamento de Comunicação Social da Polícia Federal (PF). Segundo a associação, os delegados estão sendo “vítimas de procedimentos disciplinares com base em normas inconstitucionais que negam o direito de manifestação e à informação”. A entidade já entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Instrução Normativa 13/2008 da Polícia Federal, que instituiu a proibição.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

A revista Época teve acesso em 2011 ao inquérito mineiro do Mensalão. O relatório comandado pelo delegado Zampronha montra um protagonista até agora escondido.

O relatório de Zampronha mostra como Daniel Dantas fazia nomeações na ANATEL – agência reguladora que deveria vigiar Dantas, na época, gestor da Brasil Telecom.

O relatório de Zampronha mostra correspondência eletrônica entre o lobista Roberto Amaral – sob soldo de Dantas – e os chefes de ordem do Presidente Fernando Henrique.

O relatório de Zampronha mostra correspondência eletrônica entre o lobista Roberto Amaral e o motorista do então ministro José Serra, que também responde pela alcunha de “Niger”.

Amaral pediu ao motorista do Serra a cabeça de um dirigente da Previ – maior fundo de pensão da América Latina – e foi prontamente atendido por este que deve ser o mais influente motorista do mundo.

O relatório de Zampronha faz uma verdadeira arquivologia política do grupo Opportunity – principal alvo da investigação.

Estabelece um vínculo central entre os dois governos do chamado Brasil Moderno – um vinculo comum aos “mensalões”.

Entre 1999 e 2002 – governo FHC-  a Telemig, empresa controlada por Dantas, pagou 77 milhões de reais as agências de Valério.

Entre 2003 e 2005 – governo Lula – a cifra foi de 87 milhões.

O relatório de Zampronha dedica 36 páginas ao D.D., 10% do texto.

A Carta Capital teve acesso ao inquérito e o disponibilizou na integra em seu site.

Em tempo: Como se sabe, os amigos de Daniel Dantas chamam o ministro José Eduardo Cardoso, da Justiça, de Zé. O ministro já gastou vastamente seu latim para negar suas relações com o banqueiro. Contudo, Zé Eduardo se notabilizou na imprensa italiana pela via-sacra que fez por lá para defender os interesses do banqueiro carioca em sua disputa com a Telecom Itália. Zé também já engrossou as fileiras de advogados do controvertido banqueiro.

Deixa o Zampronha falar, Zé!

 

Rede: saída pela direita

O Fora de foco teve acesso ao novo mascote da Rede, de Marina Silva

Saiu no Estadão:

Gentil patrocínio

 

Não é ato oficial nem explícito: informal e discretamente o PSDB está ajudando Marina Silva a coletar assinaturas para a criação de seu novo partido.

 

Migrantes do tucanato para a Rede dos sonháticos comentaram com antigos companheiros de partido que está havendo dificuldade na coleta dos apoios exigidos pela Justiça Eleitoral para conceder registro à legenda que precisa estar legalizada até início de outubro.

 

Em vários Estados a estrutura do PSDB se movimenta para arregimentar signatários e também para conferir as assinaturas. Em Minas Gerais, por exemplo, há prefeitos encarregados de contribuir cada um com dois mil nomes devidamente checados.

 

Solidariedade? Pragmatismo: se Marina conseguir criar a tempo a sua Rede, muito provavelmente concorrerá à Presidência em 2014. Para a oposição é um bom negócio, pois quanto mais numerosos forem os concorrentes, maior a divisão de votos. Consequentemente, aumenta a chance de haver 2.º turno.

 

O raciocínio parte do princípio que hoje quem tem votos é a presidente Dilma Rousseff. A oposição pode até vir a ficar bem, mas por enquanto sabe que está mal na foto. Precisa recorrer a todos os recursos a fim de tentar equilibrar o jogo, já que a situação tem a popularidade da presidente, a exposição inerente ao cargo e todos os meios à disposição.

 

Uma das maneiras é incentivar a concorrência que possa subtrair votos de onde eles estão mais concentrados: no governo. Marina pode até não repetir o desempenho de 2010, quando atraiu 20 milhões de eleitores. Mas, se entrar na disputa, fica com parte do eleitorado de esquerda, jovens e decepcionados com a política em geral.

 

Claro que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também entra nessa conta. Por enquanto os tucanos estão achando ótima a movimentação dele e não o veem como uma ameaça ao senador e provável candidato do PSDB, Aécio Neves.

 

Ao contrário. Na avaliação deles Campos ajuda a difundir críticas ao governo e a atrair eleitores no Nordeste. Aqui de novo o mesmo raciocínio: quem tem votos da região é Dilma, não o PSDB. Portanto, ela teria a perder.

 

Além da questão regional, na visão dos tucanos o governador de Pernambuco também atrairia parcela do eleitorado governista que já estaria cansado do PT, crítico à maneira de Dilma governar e em busca de uma “novidade”. Isso sem falar no potencial de desagregação da base aliada ao governo que o PSDB enxerga na presença de Eduardo Campos em cena como provável candidato.

 

Muito bem, vamos que saia tudo conforme o desenho desse figurino, que haja 2.º turno, que o candidato tucano passe para a etapa final. O que garante que os outros concorrentes não ficarão neutros ou com Dilma?

 

Pois é, por ora só a esperança de que as premissas estejam certas e o vento sopre a favor.

 

Surdina. O encontro de José Serra com Eduardo Campos na sexta-feira, 15 de março, não causou desconforto no PSDB pelo fato de ter acontecido.

 

O aborrecimento foi porque Serra não avisou nem contou depois a ninguém. Nem ao governador Geraldo Alckmin com quem esteve no dia seguinte.

 

Síntese. Falando sobre o rearranjo de ministérios, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) resumiu numa frase ao que ficou reduzido o presidencialismo de coalizão, tema de tantas teses: “A presidente não precisa do tempo do PR, mas também não quer que nosso tempo vá para outros candidatos”.

 

Rudimentar assim. A Presidência entrega pastas a partidos e estes em troca oficializam coligação para aumentar o tempo no horário eleitoral e reduzir o dos adversários.

 

Saindo do foco

Por Bruno Pavan

Este blog considera essencial a leitura de Dora Kramer, por aqui carinhosamente chamada de Dorinha, todos os dias.

Ela não fala para a massa cheirosa tucana.

Ela fala é para o puro creme do milho verde do partido.

E, creiam, bravos colaboradores, onde tem Dorinha, tem fogo.

A tática da oposição é, como se diz no jargão boleiro, embolar o meio de campo.

Chutar a bola pra cima pra ver se alguém surpreende a favorita Dilma Rousseff.

Já atacaram pela meia esquerda, com Eduardo Campos, e agora vão pela direita verde, com a Rede de Marina.

Além da conexão Ipanema-BH, com Aécio Neves.

Enquanto isso José Serra assiste a tudo e espera…

PEC das empregadas segundo as "Mulheres Ricas"

Deu no iG:

Sem título
assista, se for capaz

Contrariando todas normas básicas de higiene e profilaxia esse blog exibe a instrutiva analise da socialite Regina Mansur, para quem: “trabalhador é trabalhador, e o doméstico é doméstico”.

Com cinco empregados fixos em casa, a advogada participante do programa “Mulheres ricas” afirma que a legislação trabalhista brasileira “é paternalista”.

“Infelizmente não vou admitir empregadas com filhos pequenos, assim como não admito moças que vão engravidar no escritório, porque eu sei que eu vou ficar um ano sem empregada, contrato homens.” (sic)

Leia: Critica à PEC das Domésticas é discurso da herança escravagista, diz professor da UnB

Veja porque Bolsonaro não entende a PEC

Veja também o afeto da classe média