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Não ser mais realista que o Rei. Para regulamentação da mídia, chame o Bernardo

Se você está com problemas de regulamentação da mídia, fale com o Bernardo. Eu falaria…

Por Bruno Pavan

 

Nos últimos meses, o diretor de jornalismo da rede Globo Ali Kamel, vem ganhando seguidos processos contra blogueiros “sujos” por aí. Melhor dizendo: os calando pelo bolso. Primeiro ele levou R$ 50 mil de Rodrigo Vianna, ex-repórter da emissora, hoje na Record e no blog O Escrevinhador. Nesta semana, ganhou R$ 30 mil de Luis Carlos Azenha, titular do Viomundo.

Os blogs no Brasil já existiam antes de 2005, mas foi o auge do escândalo do mensalão que os fortaleceram mais. Talvez os únicos espaços que davam uma leitura diferente do bombardeio contra o governo Lula que se lia e via na grande imprensa.

Existem os espaços governistas, esquerdistas, humanistas, progressistas, direitistas etc etc etc. A internet faz esse papel, traz à luz algumas discussões que são veladas na maior parte das emissoras e jornalões brasieiros.

É sadio e essencial que existam esses espaços.

Um dos grandes temas da mídia alternativa brasileira, se não o maior, é a regulamentação da mídia no Brasil. Uma distribuição mais ugual de verbas federais entre os veículos, o desmanche de grandes monopólios e o fim da chamada “propriedade cruzada”. Uma grande e digna luta. Mas que não depende só dos pequenos blogueiros.

Este blog não tem prtensão de pautar a luta de ninguém. Mas lê, nas atitudes do governo, que ele próprio nos obriga a tomar outra posição quanto a esse ponto.

A realidade é: o governo não tem o menor interesse em aprovar qualquer coisa que ande na direção de qualquer regulamentação da mídia. Nem executivo muito menos o legislativo.

Ser Dom Quixote só vai tirar mais dinheiro e saúde de qualquer blogueiro que queira dar murro em ponta de faca.

Este blog tem por princípio não ser mais realista que o Rei. Seu intuito é divertir os leitores e abrir seus olhos para outras visões de mundo. Para regulamentação da mídia, tecle 5 para falar com o ilustre ministro Paulo Bernardo ou aguarde na linha para conversar com Helena Chagas.

Marcelo Tas e FHC: nem custou tanto

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Que docinho de coco!!!!! 

 

Saiu no Blog do Rovai: http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/03/28/video-sensacional-o-corajoso-reporter-marcelo-tas-entrevista-fhc/

Marcelo Tas sempre foi uma pessoa de imensa coragem, como você poderá ver neste vídeo onde entrevista o então senador Fernando Henrique Cardoso. Intrépido, irônico, lacônio, duro… Vejam com carinho especial, a hora que ele fala sobre Fernando Henrique com a sua ex-esposa Ruth Cardoso. É um show de jornalismo. Por isso não surpreende que tenha autorizado sua reportagem a fazer uma matéria do nível que o CQC fez com o deputado José Genoino.

Quem me enviou a dica pelo twitter foi o Marcelo Gonçalves (@lopodinis).


Saindo do foco

 

Por Bruno Pavan

 

Quanta coragem…

 

Tas sempre foi a esperança de uma “TV moderna”

 

Hoje pega um enlatado argentino, traduz, e passa na TV Brasileira.

 

Com as mesmas piadas de anos atrás.

 

“Porque uma pessoa tão ajuizada, inteligente e culta foi se meter no meio da política?”

 

Estas são as intrépidas palavras do então repórter sobre o então Senador Fernando Henrique Cardoso.

 

A estratégia de esvaziar a política, no entanto, segue a mesma.

Civita II por Mino Carta

Por Bruno Pavan

Não leve à mal este despretensioso blog, ele torce pela plena recuperação de Roberto Civita.

Internado no Sírio Libanês há dias, Roberto passou o bastão da Abril para a III geração da família, representada pelo seu filho Giancarlo Civita.

Este editor do blog está lendo “O Brasil”, de Mino Carta jornalista que conhece como poucos a figura de Roberto.

Em uma das passagens mais marcantes ele trata da figura pessoal do filho de Victor Civita, que não tinha o poder que tem hoje, em uma reunião que Mino teve com o chefe da Casa Civil (rs) Golbery do Couto e Silva, em nome da Veja.

Mino era editor chefe da publicação e tentava um acordo pelo fim da censura militar à revista. Ela havia sido suspensa mas voltava por conta de uma charge de Millôr Fernandes que mostrava um torturado numa cela enquanto um balão sai detrás da porta e decreta: “nada consta”.

Ao entrar na sala de Golbery, Mino fora avisado de que o filho do chefe estava presente mas não tinha hora marcada. Ficou contrariado mas acabou vencido pelo cansaço e permitiu que Roberto acompanhasse a reunião, sem antes dar um aviso: “você entra comigo, mas se compromete a não abrir a boca”. A promessa veio.

Dentro da sala a conversa evolui e Golbery promete uma saída para a Veja ir pras bancas normalmente naquela conturbada semana.

A reunião não acabaria, no entanto, sem um único pitaco de Roberto Civita: “General, se o senhor acha que devemos tomar alguma providência em relação ao Millôr Fernandes…” e a resposta vem sem reticências: “Senhor Civita, não pedi a cabeça de ninguém”.

Na antessala, Mino busca o tom mais desprezível que consegue e solta: “bem que tinha pedido que você ficasse calado, mas você é um imbecil”.

Não cheguei ainda ao fim do livro do Mino, logo, não sei se ele trará mais palavras “simpáticas” a Roberto Civita.

Mas este blog, em seu primeiro dia de funcionamento, não poderia deixar de homenageá-lo.