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O medo da maioria às mobilizações sociais

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Regininha não ganha eleição… mas o medo dela venceu a (minha) esperança…

Por Bruno Pavan

Movimentos sociais são um dos grandes temores da elite/classe média idiotizada brasileira.

MST, um monte de baderneiros que deveriam arrumar emprego; direitos humanos, defensores de bandidos; feministas, um monte de mulher mal-amada sem ter o que fazer.

Na maioria das vezes altamente despolitizados, esse pedaço da sociedade não suporta que se reúne pra protestas o que quer que for. O único protesto que vale são aqueles pra redução de impostos. “Roupa em Miami é tão mais barato…” (Leia aqui texto do Leonardo Sakamoto sobre a indignação da classe média)

Colocar medo na grande massa da população aos movimentos é a tática mais usada. O MST pode invadir seu terreninho no interior! Os comunistas te farão dividir sua casa com outra família!

A revista Época do dia 25 de março presta mais um grande desserviço a luta dos movimentos sociais, mais precisamente ao feminismo. A capa traz a frase: “A mulher que trabalha, cuida dos filhos, do marido, da comida, da casa… 50 anos de feminismo e ela ainda existe”.

O recado, pra aquela mulher que recebe a revista em casa ou a olha na banca, me parece ser: as feministas malvadas são contra as donas de casa! Olhem só!

O feminismo não é nada disso. Ele prega que a mulher seja o que quiser. Até dona de casa! O problema é ela ser dona de casa sem que ela queira ser dona da casa para fazer a roda do patriarcado rodar.

Por isso que vemos muitas mulheres por aí dizendo que “não são feministas, são femininas” – clique aqui a leia a Clara Averbuck sobre o assunto – é difícil se sentir representado (a) por uma coisa que grande parte da população rejeita, muito inflamada pela grande imprensa.

Não é difícil esclarecer. Mas parece ser ainda mais fácil embolar e confundir. Uma pena.

Conheça alguns blogs feministas:

Lola Aronovich – Escreva, Lola, escreva.

Nádia Lapa – Cem homens

Clara Averbuck

Aline Valeck

As mulheres da minha vida

É o “pogresso”…

Joga as cascas pra lá…

Por Bruno Pavan

Está para acontecer no Rio de Janeiro, mais precisamente no que foi no passado o Museu do Índio, o Pinheirinho Carioca.

Pra quem não se lembra, Pinheirinho foi uma desocupação de uma favela em São José dos Campos com o patrocínio da PM Paulista, justiça brasileira e Naji Nahas.

Muitos ficaram feridos. Todos ficaram sem casa.

Agora, 10 e trinta e sete da manhã, em nome do progresso e da Copa do Mundo, a Tropa de Choque carioca está pronta para tomar o prédio e passar por cima dos índios que lá estão.

A história se repete.

Em 1955, Adoniram Barbosa escreveu um lindo samba chamado Saudosa Maloca. Ele o o Mato grosso ainda tinham o Joca para confortá-los.

O que terão os índios da Aldeia Maracanã?

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