Arquivo da categoria: Brasil

Podcast Fora de Foco #9 – Consenso e conflito na democracia contemporânea

A nona edição do Podcast Fora de Foco entrevistou o professor da Universidade de Brasília Luis Felipe Miguel, que falou sobre seu novo livro “Consenso e conflito na democracia contemporânea”

Podcast Fora de Foco #8 – Por que o brasileiro não protesta contra o governo Michel Temer?

Saiu a oitava edição do Podcast Fora de Foco.

Jessé Souza, Leonardo Isaac Yarochewsky, Leda Paulani e Marcia Tiburi discutem os motivos que a população não está nas ruas contra a corrupção do governo Michel Temer.

Podcast Fora de Foco #7 – Tancredo neves – O príncipe Civil


No ar a sétima edição do Podcast Fora de Foco.

A entrevista dessa vez é com o jornalista Plínio Fraga, autor da biografia Tancredo neves – O príncipe civil

Podcast Fora de Foco #6 – Uberização dos processos de trabalho

Está no ar a sexta edição do Podcast Fora de Foco.

Hoje o assunto é o processo de uberização nos processos de trabalho, que foi alvo de debate no III São do Livro Políltico que aconteceu no Teatro da Universidade Católica (TUCA) em São Paulo nos dias 5, 6, 7 e 8 de junho de 2017.

Os debatedores foram a professora de autora do livro “Sem Maquiagem – O trabalho de 1 milhão de revendedora de cosméticos” pela editora Boitempo (aqui para comprar), em que ela analisou as revendedores dos produtos da Natura, uma espécie de primórdios do que chamamos hoje de uberização.

Outro debatedor foi o mestre em direito e economia política pela Universidade de Turim Rafael Zanatta, que também atua no Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) e traduziu o livro cooportatismo de plataforma, da Autonomia literária e Editora Elefante. (Aqui para comprar e aqui para baixar em PDF)

Para falar sobre o sistema da rating, ou seja, de avaliação nesses aplicativos, quem falou foi a especialista em direito digital Maria Cecília Oliveira Gomes.

FIFA veta (?) nome de Garrincha. Que tal João Havelange?

mister teixeira
esse dribla mais que o Garrincha!

 

Deu na Folha:

Bicampeão do mundo pela seleção brasileira em 1958 e 1962, Garrincha está proibido pela Fifa de ter seu nome associado ao estádio de Brasília durante a Copa das Confederações e a Copa-2014.

O ex-craque do Botafogo dá nome ao estádio da capital federal desde a década de 1980. No ano passado, virou lei no DF: o nome da arena é “Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha” […]

A entidade argumenta que as competições são de “interesse internacional” e que deve “manter a consistência dos nomes dos estádios”.

Contudo, outros estádios que também possuem nomes tradicionais, e, em tese, de difícil compreensão semântica para o público internacional, como Maracanã e Mineirão, não sofrerão mudança […]

Embora o governo tenha afirmado, em nota enviada à Folha, “estar certo de que não haverá necessidade de mudança na arena da capital federal”, projeto de lei enviado semana passada pelo governador Agnelo Queiroz (PT) aos deputados distritais inclui artigo prevendo a troca.

Saindo do Foca:

Por Murilo Silva

Que tal Estádio Mister Havelange? Mister Teixeira? Mister Eurico Miranda? Ou como fez o meu querido Massa Bruta, Mister Nabi Abi Chedid!

É melhor parar as sugestões por aqui, Agnelo pode se animar e batizar o estádio de Arena Mister Cachoeira…

Só gente fina, que merece todo o reconhecimento do torcedor brasileiro.

A cervejaria Petrópolis acaba de assinar acordo com o consórcio Odebrecht/OAS, gestor da nova “Fonte Nova” para dar nome ao estádio.

O grupo vai pagar 10 milhões de reais por dez anos. E o estádio vai se chamar…  “Itaipava Arena Fonte Nova”.

Itaipavão é mais traduzível que Mané?  Mané Guarrincha? Manézão?

A Arena da Baixada, no Paraná chama “Arena Kyocera” desde 2008, quando o Atlético Paranaense fechou com a fabricante de celular um acordo de naming rights.

Outros estádios devem repetir o mesmo modelo de negócio, terão de pedir autorização à FIFA? Já é hora do governo brasileiro, que banca a maior parte dos investimentos do evento, se fazer entender. O Brasil não pode ser tratado como uma republiqueta de bananas.

 

O tempo passou na janela… E Rafinha não viu…

Vamos pedir piedade… pois há um incêndio sob a chuva rala…

Saindo do Foco

Por Bruno Pavan

Rafinha Bastos é o ícone do “novo humor”.

Assim como o CQC, programa do qual fez parte e foi demitido por… fazer piada com a pessoa errada, é a esperança da TV “muderna”.

A pretensão é essa.

A realidade é que fazer humor com minorias não é nada novo.

Até o Jornal Nacional se rendeu ao amor nos tempos de Feliciano e fechou a edição da última quarta (03/04) com Daniela e sua companheira.

Cazuza: lhe dê um pouco de coragem…

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O medo da maioria às mobilizações sociais

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Regininha não ganha eleição… mas o medo dela venceu a (minha) esperança…

Por Bruno Pavan

Movimentos sociais são um dos grandes temores da elite/classe média idiotizada brasileira.

MST, um monte de baderneiros que deveriam arrumar emprego; direitos humanos, defensores de bandidos; feministas, um monte de mulher mal-amada sem ter o que fazer.

Na maioria das vezes altamente despolitizados, esse pedaço da sociedade não suporta que se reúne pra protestas o que quer que for. O único protesto que vale são aqueles pra redução de impostos. “Roupa em Miami é tão mais barato…” (Leia aqui texto do Leonardo Sakamoto sobre a indignação da classe média)

Colocar medo na grande massa da população aos movimentos é a tática mais usada. O MST pode invadir seu terreninho no interior! Os comunistas te farão dividir sua casa com outra família!

A revista Época do dia 25 de março presta mais um grande desserviço a luta dos movimentos sociais, mais precisamente ao feminismo. A capa traz a frase: “A mulher que trabalha, cuida dos filhos, do marido, da comida, da casa… 50 anos de feminismo e ela ainda existe”.

O recado, pra aquela mulher que recebe a revista em casa ou a olha na banca, me parece ser: as feministas malvadas são contra as donas de casa! Olhem só!

O feminismo não é nada disso. Ele prega que a mulher seja o que quiser. Até dona de casa! O problema é ela ser dona de casa sem que ela queira ser dona da casa para fazer a roda do patriarcado rodar.

Por isso que vemos muitas mulheres por aí dizendo que “não são feministas, são femininas” – clique aqui a leia a Clara Averbuck sobre o assunto – é difícil se sentir representado (a) por uma coisa que grande parte da população rejeita, muito inflamada pela grande imprensa.

Não é difícil esclarecer. Mas parece ser ainda mais fácil embolar e confundir. Uma pena.

Conheça alguns blogs feministas:

Lola Aronovich – Escreva, Lola, escreva.

Nádia Lapa – Cem homens

Clara Averbuck

Aline Valeck

As mulheres da minha vida

É o “pogresso”…

Joga as cascas pra lá…

Por Bruno Pavan

Está para acontecer no Rio de Janeiro, mais precisamente no que foi no passado o Museu do Índio, o Pinheirinho Carioca.

Pra quem não se lembra, Pinheirinho foi uma desocupação de uma favela em São José dos Campos com o patrocínio da PM Paulista, justiça brasileira e Naji Nahas.

Muitos ficaram feridos. Todos ficaram sem casa.

Agora, 10 e trinta e sete da manhã, em nome do progresso e da Copa do Mundo, a Tropa de Choque carioca está pronta para tomar o prédio e passar por cima dos índios que lá estão.

A história se repete.

Em 1955, Adoniram Barbosa escreveu um lindo samba chamado Saudosa Maloca. Ele o o Mato grosso ainda tinham o Joca para confortá-los.

O que terão os índios da Aldeia Maracanã?

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