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Cerra é candidato a eminência parda

Serra diz que candidatura de Eduardo Campos é boa para o Brasil.

serra
Cerra conspira

Deu na Folha

Um dos principais nomes do PSDB, o ex-governador José Serra disse ontem à Folha que a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência da República nas eleições de 2014 seria “boa para o Brasil e boa para a política”.

Serra, que tem evitado discutir em público o cenário político nacional e concorreu duas vezes ao Planalto por seu partido, deu a declaração ao confirmar que se reuniu com Campos na última sexta-feira, em sua casa, na capital paulista. O encontro foi revelado pela colunista da Folha Eliane Cantanhêde.

A assessoria de Campos disse que se tratou de “uma conversa sobre o Brasil”. A versão do ex-governador de São Paulo vai na mesma linha. “Foi uma conversa cordial sobre o Brasil, a política e a economia”, disse Serra.

O tucano negou que, durante o encontro, Campos tenha falado sobre sua candidatura presidencial ou discutido alianças eleitorais.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

Cerra tem uma peculiaridade política – ele só pensa no bem do Brasil!

Porque para o Cerra, bom para o Brasil é o que é bom para o Cerra.

É por isso que mesmo quando candidato a prefeito ele fala do câmbio, da Petrobras e da desindustrialização.

Esse despretensioso blog, através desse editor, faz uma pequena correção a tese corrente: a propagandeada obsessão de Cerra pela presidência é um equivoco histórico.

Cerra é daquele time de políticos que apoiou o parlamentarismo na constituinte de 1988.

Um regime político que favorece os partidos de “quadros” como o PMDB e o então novato PSDB.

O parlamentarismo é a forma mais rápida de se chegar ao poder. Você corre o risco de chegar lá sem precisar do povo.

Uma maravilha!

Se não fosse esse povo inculto e ingrato Cerra já teria se tornado César há muito tempo…

Ou seja, sua obsessão não é a presidência.

É o poder!

Definitivamente aligado da política eleitoral, Cerra agora se movimenta nas sombras.

Começa a entender que não pode ser presidente, e volta a sonhar com o posto de Primeiro Ministro. Não de um país parlamentarista, mas de um presidencialismo “cordial”.

Cerra quer ser nosso Putin.

Cerra fará por Aécio o que Aécio fez por ele.

Dora Kramer disse no Estadão de ontem: “Há três meses Serra não é sequer notificado sobre o que é decidido no PSDB”.

Ele quer o poder de volta. Se não tiver no PSDB vai buscar em outro lugar – e para isso, não precisa deixar o PSDB.

Essa é a sacada,

Cerra é muito mais perigoso dentro da estrutura tucana.

É muito pior para a candidatura de Aécio a fritura em óleo brando em São Paulo.

Ao mesmo tempo, muito mais valioso será o passe se Cerra levar todo o partido até Campos em um eventual segundo turno.

 

É o “pogresso”…

Joga as cascas pra lá…

Por Bruno Pavan

Está para acontecer no Rio de Janeiro, mais precisamente no que foi no passado o Museu do Índio, o Pinheirinho Carioca.

Pra quem não se lembra, Pinheirinho foi uma desocupação de uma favela em São José dos Campos com o patrocínio da PM Paulista, justiça brasileira e Naji Nahas.

Muitos ficaram feridos. Todos ficaram sem casa.

Agora, 10 e trinta e sete da manhã, em nome do progresso e da Copa do Mundo, a Tropa de Choque carioca está pronta para tomar o prédio e passar por cima dos índios que lá estão.

A história se repete.

Em 1955, Adoniram Barbosa escreveu um lindo samba chamado Saudosa Maloca. Ele o o Mato grosso ainda tinham o Joca para confortá-los.

O que terão os índios da Aldeia Maracanã?

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PUC-SP apresenta d. Crocodilo Scherer para o mundo

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Tamo junto Odilo… Tamo junto…

Deu no iG:

Uma piada que nasceu dentro da Pontifícia Universidade Católica (PUC) tem sido repetida pelos petistas: o cardeal brasileiro dom Odilo Scherer, na verdade, teria sido o mais votado no conclave.

No entanto, o espírito santo resolveu escolher o terceiro colocado da tríplice aliança, o argentino Jorge Mário Bergoglio, para ser o novo papa.

Os petistas consideram dom Odilo, da ala conservadora da Igreja Católica brasileira, como opositor ao governo e próximo ao PSDB.

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, republicou no seu perfil do Twitter, no dia 14 de março, quando o Papa foi eleito:

“Dom Odilo Scherer não vai usar sapatilhas vermelhas da Prada. Deus não ajuda tucanos a ganhar eleição.”

Fora do Foco:

Por Murilo Silva

Ao contrário do que se imaginava na PUC-SP, o d. Odilo não é tão bom assim em listas tríplice.

Isso é uma lenda!

Assim como o prédio novo da Faficla – o colaborador puquiano entende esse editor.

Dom Odilo é de um time que não é bom de eleição…

Não gosta de democracia. Nem aquele arremedo de eleição do Vaticano.

Escolheu bem o Espirito Santo, principalmente pelo que não escolheu.

 

Gilberto Carvalho minimiza gastos em Roma. A viagem de 4 dias custou 125,9 mil euros

 

quarto dilma
O pecado da soberba

Saiu no Terra:

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, minimizou nesta quinta-feira os custos da viagem presidencial ao Vaticano para a missa de investidura do papa Francisco. Segundo Ministério de Relações Exteriores, o valor para custear a hospedagem da comitiva e das equipes técnica e de apoio entre os dias 16 e 20 de março foi de 125.990 euros ou R$ 324 mil. O valor inclui o aluguel de salas de apoio.

Por meio da sua assessoria de comunicação, Gilberto Carvalho disse que “a exploração desse assunto só pode ser atribuída à falta de percepção para assuntos mais importantes”.

“O que deve ser ressaltado é a importância da participação brasileira na missa inaugural e o que isso representa para o Brasil, tendo em vista que o Papa e a Presidenta Dilma conversaram sobre a atenção aos mais pobres, linha que tem muito a ver com a atuação do governo brasileiro”, acrescenta o ministro por meio de sua assessoria.

Fora do Foco:

Não apetece a este despretensioso blog – ou pelo menos a esse editor – picuinhas udenistas.

Àquela política miúda… Tão sedutora ao demagogismo de figuras como Carlos Lacerda, Jânio Quadros, Fernando Collor e assemelhados.

Contudo, o colega uruguaio de Dilma, José Mujica, não se viu na obrigação de ir a missa do Papa Francisco. Sua esposa, senadora da República do Uruguai saiu-se com a seguinte desculpa pela ausência: não somos católicos e o Estado é laico.

Simples, sem traumas ou constrangimentos.

Aliás, Mujica, conhecido por dirigir seu próprio carro até o trabalho, é um exemplo mundial em austeridade fiscal!

No velório de Hugo Chávez, por exemplo, não tendo proventos para bancar a própria viagem o presidente ligou para a colega Cristina Kirchner e pediu uma carona. Ué, qual o problema? Afinal estão entre amigos.

Esse editor não esta sugerindo a presidente Dilma que ande por ai pedindo carona.

Tão pouco, dizendo que a presidente não deveria ter ido a Roma ou à qualquer parte que seja.

Mas temos de nos perguntar a real necessidade de uma comitiva com quatro ministros de Estado, assessores para todos, seguranças, carros e tudo mais.

Não posso deixar de me perguntar o que Aloísio Mercadante, ministro da Educação, foi fazer em Roma. Estaria ele interessado em reintroduzir o catecismo nas escolas públicas?

Não poderia, ao menos parte do staff presidencial, ter se hospedado no lendário Palácio Pamphili, Embaixada brasileira em Roma.

Veja, caro colaborador, que não é chamado Palácio à toa…

pamphili_monllar

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência tem razão. O tema é realmente menor, resultado da falta de assunto na oposição.

Mas a bem avaliada presidente podia bem passar sem essa.

Por Murilo Silva

Cerra Solteiro: onde está você agora…

Será que ela tem Face?

Este blog contará com luxuosas participação de colunistas especiais.

O de hoje é uma figura querida por 30% do eleitorado brasileiro mas que, sem cargo público e agora solteiro, está sofrendo muito.

Não vamos deixar esse valoroso nome da Democracia sem espaço na internet.

Com vocês: Cerra Solteiro!

Olá…

Olá Damião, olá Dona Maria… ops, desculpe, é a força do hábito.

Semana passada eu voltei pras redes sociais, consegui pegar o sinal wi-fi do vizinho aqui. Desde que fui expulso de casa, estava sem conexão.

Escrevo da casa de um amigo meu. Gosto daqui, mas entra muita luz no meu quarto e o pessoal acorda muito cedo. Meio dia, vê lá se isso são horas de levantar.

Enfim, outro dia eu estava no telefone com o Alckmin, dando umas coordenadas de como lidar com nossos companheiros (APAGAR) de partido, e ele me disse que eu tinha que arrumar uma namorada. Até o FHC arrumou, ele me disse.

Atualizei meu status no par perfeito e, logo depois, comecei a escutar uns sininhos desses de bicicleta em baixo da janela. Só saí depois que ela (a bicicleta) foi embora.

Ainda estou pensando numa foto boa (cadê aquela da Veja, hein???). As da campanha do ano passado eu apaguei todas. Se bem que teve aquela que me beijou né…

Outro dia fui na Sala São Paulo (me disseram que a massa cheirosa frequenta o lugar…) e vi uma senhora muito jovial me seduzindo com um Martini. Comecei um papo simpático sobre a gestão petista na Petrobras mas ela não pareceu se animar muito. Quando falei sobre aborto ela foi embora e quase jogou a bebida na minha cara. Não entendi.

Deixa eu ir agora. O telefone tá tocando aqui. Mônic… ih rapaz… ah tá, é a jornalista… preciso atender.

Anauê

Metrô 24 horas em São Paulo só em 2033, e olhe lá

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Como Paris, Tóquio, Londres e Seul

Deu no iG:

O diretor de manutenção do Metrô de São Paulo, Milton Gioia, afirmou na noite de quarta-feira (20) que é “impossível” que os trens da cidade comecem a operar por 24 horas em menos de 20 ou 30 anos. O servidor admitiu ao iG que a rede de Metrô da quarta maior cidade do mundo é pequena e não foi concebida para funcionar sem pausas. As declarações foram dadas depois de sua participação em audiência pública sobre o assunto, organizada pelos deputados Luiz Cláudio Marcolino (PT) e Leci Brandão (PCdoB-SP), na Assembleia Legislativa do Estado.

“Todo o projeto foi concebido para operar do jeito que está, assim como em Paris (França), Tóquio (Japão), Londres (Inglaterra) e Seul (Coreia do Sul). Todas operam do mesmo jeito que a gente, com exceção de Nova York (Estados Unidos). Então qualquer alteração seria uma mudança radical em tudo o que a gente faz. É impossível? Eu acho que nos próximos 20 ou 30 anos é impossível. Mas, a gente pode começar a trabalhar nesse sentido, tá bom?”

Marcolino e Leci são os autores de dois projetos de lei sobre o assunto que tramitam de forma indexada na Assembleia. O petista entrou com uma proposta (PL621) em 2011 para que o Metrô funcione sem parar todos os dias. Já o projeto de lei de Leci Brandão propõe que o transporte fique aberto ininterruptamente pelo menos aos fins de semana. O tema ganhou ainda mais força recentemente, quando um abaixo-assinado, criado no site da Avaaz.org, sobre o mesmo assunto conseguiu o apoio de mais de 90 mil pessoas.

[…]

Apesar de bastante criticado e, em certo momento, vaiado pelo público presente na audiência, Joia não foi o único a discursar contra a proposta de Metrô 24 horas para a cidade. Também convidado para dar sua opinião, o secretário de comunicação do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Ciro Moraes, disse que operação poderia ser fatal.

“Eles [metroviários que fazem manutenção] são obrigados a fazer uma verificação geral porque qualquer trinco num trilho pode causar um descarrilhamento de proporções catastróficas”, disse depois de culpar o governo do Estado pela impossibilidade de implantar o serviço na madrugada. “Infelizmente devido a escassez de linhas, no Metrô de São Paulo não tem alternativa. É a negligência do Estado que, em vez de construir mais linhas, fica comprando mais trens para atender a demanda em apenas um período. A histórica crônica de negligência do governo em ampliar as linhas não permite que nós façamos o transporte seguro das pessoas [na madrugada]. Se não tiver uma manutenção preventiva diária qualquer falha seria fatal”, opina.

Solução

Uma alternativa sugerida por alguns grupos que participaram da audiência foi a utilização de apenas uma via do Metrô durante a madrugada para transporte enquanto a segunda passaria por manutenção. Milton Gioia confirmou que isso é possível, mas disse que nem todas as linhas oferecerem esse recurso. “Para fazer o serviço de manutenção é preciso desenergizar os trilhos. Se há um trilho trincado você tem que cortar um pedaço de até 24 metros da linha. Cada pedaço deste pesa mais de uma tonelada”, rebate.

Em entrevista ao iG, o professor de transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) Telmo Giolito Porto, defendeu também que a única forma de viabilizar o Metrô 24 horas é aumentar a rede de estações. “Outros países fazem isso porque já tem uma malha [de metrô] fechada que nós ainda não temos. O que acontece é que em outros países você tem mais de um caminho para operação. Você fecha um dos caminhos, mas existem outros para chegar no mesmo lugar. Você consegue parar trechos das via sem prejudicar acesso total. Aqui são poucas as estações que têm acesso a mais de uma linha. Essa é uma diferença muito forte”, conclui.

Safatle: e depois do lulismo?

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por Bruno Pavan

O Fora de Foco reproduz artigo de Vladimir Safatle, na Carta Capital:

A pauta das eleições

Iniciado com um ano e meio de antecedência, o debate sobre as eleições presidenciais de 2014 demonstra o raquitismo político ao qual o eleitor brasileiro se -encontra submetido. Já sabemos de antemão quais devem ser os candidatos a presidente. Ainda é difícil, porém, encontrar pautas de debates que poderiam permitir ao País sintetizar novas soluções para seus problemas.

Por enquanto, sabemos apenas que o candidato tucano Aécio Neves está disposto a dar um salto para trás no tempo e recuperar o ideário liberal que alimentou seu partido nos anos 1990, inclusive ao trazer os mesmos nomes de sempre para pensar seu programa de governo. Como se nada tivesse ocorrido no mundo nos últimos 15 anos, como se o modelo liberal não tivesse naufragado desde a crise de 2008, o candidato tucano demonstra que a guinada conservadora do chamado partido “social-democrata” brasileiro é mesmo um horizonte terminal. Alguns partidos social-democratas europeus (como o PS francês, o SPD alemão e os próprios trabalhistas britânicos) procuraram ao menos ensaiar certo distanciamento dos ideais da terceira via, hegemônicos na década que Tony Blair vendia ao mundo sua cool Britania. Mas o caso brasileiro parece, de fato, completamente perdido.

Há de se perguntar, no entanto, o que poderia ser uma pauta da esquerda para as próximas eleições. Se aceitarmos certo esgotamento do modelo socioeconômico e político que vigorou no Brasil na última década sob o nome de “lulismo”, então a boa questão será: como a esquerda pode pensar o pós-lulismo?

Neste cenário, três questões seriam eixos privilegiados de debate. Primeiro, o esgotamento do lulismo implica necessidade de pensar um novo modelo de distribuição de renda e de combate à desigualdade. O modelo lulista, baseado na construção de redes de seguridade social e aumento real do salário mínimo, chega ao fim por não poder combater os processos que produzem, atualmente, a limitação da ascensão social dos setores beneficiados pelas políticas governamentais. Pois se os salários atuais são erodidos em seu poder de compra pelos gastos em saúde e educação, além do alto preço dos serviços e produtos em uma economia, como a brasileira, oligopolizada até a medula, um novo modelo de combate à desigualdade só pode passar pela construção de algo próximo àquilo que um dia se chamou de Estado do Bem-Estar Social, ou seja, um Estado capaz de garantir serviços de educação e saúde gratuitos, universais e de alta qualidade.

Nada disso está na pauta das discussões atuais. Qual partido apresentou, por exemplo, um programa crível à sociedade no qual explica como em, digamos, dez anos não precisaremos mais pagar pela educação privada para nossos filhos? Na verdade, ninguém apresentou porque a ideia exigiria uma proposta de refinanciamento do Estado pelo aumento na tributação daqueles que ganham nababescamente e contribuem pouco. Algo que no Brasil equivale a uma verdadeira revolução armada. Ou seja, um programa que nos anos 1950 e 1960 era visto como simploriamente reformista é revolucionário no Brasil atual.

Segundo ponto: o esgotamento do lulismo significa o aumento exponencial do desencantamento político em razão do modelo de coalização e “governabilidade” praticado desde o início da Nova República. Nesse sentido, ele exige a apresentação de uma pauta abrangente e corajosa de absorção das demandas por democracia direta nos processos de gestão do Estado e transparência ouvida cada vez mais em várias partes do mundo. Esse é um momento privilegiado para a esquerda retomar seu ideário de soberania popular. Ele não se acomoda aos regimes de conselhos consultivos que se tentou ultimamente, mas exige processos efetivo de transferência de poder decisório para instâncias de democracia direta.

Terceiro ponto: ao seguir uma lógica típica norte-americana, o pensamento conservador nacional tenta se recolocar no centro do debate por meio da inflação de pautas de costumes e de cultura. Tal estratégia só pode ser combatida pela aceitação clara de tais pautas de costumes, mas como eixo central de uma política de modernização social. Cabe à esquerda dizer alto e bom som que temas como casamento igualitário, direito ao aborto e políticas de combate à desigualdade racial são pontos inegociáveis a ser implementados com urgência. Dessa forma, fecha-se um círculo no qual uma pauta de modernização socioeconômica, política e social pode guiar nossos debates.

Fora do foco

Este blog terá a audácia de tecer alguns comentários sobre o ótimo artigo de Safatle, o principal pensador da esquerda no Brasil atualmente.

O Lulismo respondeu questões e resolveu problemas que o neoliberalismo dos anos 90 colocou.

Mas o Brasil da segunda década do século XXI não quer só comida. Quer comida, diversão e arte…

A esquerda deve seguir o conselho de Safatle: não ter medo de dizer seu nome nem no que acredita.

Botar o bloco na rua.

Ps.: sobre a candidatura Aécio, este democrático espaço toma a liberdade de sugerir um norte para a campanha, baseado em Jânio Quadros:

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O que Yoani não conta

Dia de princesa na Casa Branca

Foto da AP: um dia de princesa na Casa Branca

Do Blog do Mello

Por que a blogueira Yoani Sanchez não denuncia greve de fome que está acontecendo agora em Cuba?

Prisioneiros em Cuba “estão em greve de fome há 43 dias em protesto contra o confisco de bens pessoais como fotografias, cartas e exemplares do Corão” … e a blogueira Yoani Sanchez não dá uma palavra sobre o assunto. Por quê?

A “ONG Centro de Direitos Constitucionais, baseada em Nova York, afirma que a greve de fome já alcança 130 dos 166” detentos em Cuba… e a blogueira Yoani Sanchez não dá uma palavra sobre o assunto. Por quê?

O antropólogo Mark Mason, especialista em fatores culturais causadores de sofrimento humano, em entrevista à rede russa RT declarou: “Mais da metade deles está livre de acusações. Eles deveriam estar na rua, saírem da prisão hoje mesmo”. No entanto, estão presos em Cuba, em greve de fome… e a blogueira Yoani Sanchez não dá uma palavra sobre o assunto. Por quê?

O mesmo antropólogo prosseguiu: “Eu não consigo descrever as condições horríveis, o tratamento e a humilhação que muitos desses detentos reportaram. Eles são obrigados a ficar em pé, sem roupas, em salas geladas por horas. Só isso já constitui estresse físico, é uma tortura psicológica indescritível”. E agora há a greve de fome… e a blogueira Yoani Sanchez não dá uma palavra sobre o assunto. Por quê?

Um dos prisioneiros relatou que “Eles realmente tentam de tudo para nos quebrar, incluindo tortura física e psicológica. Eu mesmo fui torturado com eletrochoques e waterboarding [simulação de afogamento]. Presenciei ainda crianças entre nove e 12 anos dentro dos campos. É muito difícil observar essas crianças sendo espancadas em minha frente”. Por isso muitos dos 133 detentos em Cuba estão em greve de fome desde o dia 6 de fevereiro… e a blogueira Yoani Sanchez não dá uma palavra sobre o assunto. Por quê?

Sabe por quê? Porque tudo isso está acontecendo na ilha de Cuba, mas não sob administração cubana. Tudo isso se passa na prisão de Guantánamo, na Base Naval dos Estados Unidos na Baía de Guantánamo, sob responsabilidade dos Estados Unidos da América.

Por isso Yoani Sanchez não fala nada. Também as Damas de Blanco estão silentes.

Yoani Sanchez não fala nada, e mais uma vez deixa cair a máscara e mostra a serviço de quem se encontra.

 

Fora do Foco:

Yoani esteve hoje na Casa Branca onde foi recebida por Ricardo Zuniga, assessor do presidente para assuntos da América Latina.

Obama não estava em casa…

Quantos jornalistas sul-americanos tem a mesma consideração da White House?

Câmara Municipal de São Paulo vai homenagear algozes de Mariguella

telhada
Telhada: um tucano rápido no gatilho

Por Murilo Silva

A Câmara Municipal de São Paulo vai homenagear o batalhão de elite da Polícia Militar de São Paulo, a ROTA –  Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar.

O projeto de lei é do ex-comandante do batalhão, o vereador Coronel Telhada.

Telhada foi eleito com o lema: “bandido bom é bandido morto”.

Para o vereador – o quinto mais votado de São Paulo – o slogan é mais que um lema, é um mantra!

O ex-policial tem 36 casos de morte por “resistência a prisão” no currículo.

Para José Serra, a gestão de Telhada na ROTA é sinônimo de  “uma política firme que respeita os direitos humanos”.

Dentre outros méritos, a ROTA esta sendo condecorada pela “Salva de Prata” por suas “campanhas de guerra”, protagonizadas pelas companhias Boinas Negras que atuaram durante a ditadura militar perseguindo guerrilheiros de esquerda como Carlos Lamarca e Carlos Marighella.

A proposta foi prontamente aprovada pela Câmara, que vai entregar uma medalha aos algozes de Mariguella.

A cerimonia de coroação do fáscio ainda não tem data marcada.