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A voz do povo …

O colaborador e chargista Samuel de Oliveira Preto é um católico fervoroso.

Ontem, em suas peregrinações de quaresma pelos montes de Minas Gerais – ele jejua à 37 dias – Samuca teve uma epifania!

Ele esteve com  o “Pai”.

Veja a mensagem de nosso senhor, enviada via este imaculado chargista/profeta, com exclusividade para o Fora de Foco:

pai
Qualquer semelhança com Morgan Freeman é mera coincidencia

Eduardo Campos por Cartola

“Já anuncias a hora de partida… Sem saber mesmo o rumo que irás tomar”

Por Bruno Pavan

Diálogo captado com exclusividade pelo Fora de Foco:

Ele: ouça-me bem, amor… preste atenção, o mundo é um murinho…

Ela: quando notares estás a beira do abismo… abismo que cavaste com seus pés…

Ao lado de Eduardo Campos, Dilma diz que precisa de aliados comprometidos

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=L8U1Y9PBfig&w=420&h=315]

O parto é da mulher

Por Bruno Pavan

Muitos de nós já ouvimos frases feitas sobre o feminismo: falta de louça na pia, falta de bolo pra bater e falta de outra coisa que não vou dizer por ser imprópria para o horário.

Tá, meu bom reaça, vamos supor, então, que todas as louças já foram lavadas pelas pias dos direitos humanos no mundo, ok?

Fora o fato de mulheres morrerem só pelo fato de serem mulheres, serem estupradas e culpadas por vestirem roupas consideradas curtas pelos animais que não conseguem se controlar por aí, elas também são desrespeitadas por profissionais de medicina no parto.

Por razões biológicas, eu jamais vou engravidar. Mas imagino que um dos momentos mais sensíveis para uma mulher é na hora do nascimento de seu filho ou filha.

Sensível mental, física e psicologicamente falando. Ter uma vida dentro da sua barriga não deve ser tarefa das mais tranquilas.

Como se não bastasse, por inúmeras vezes, serem mães solteiras abandonadas pelos maridos e não ter apoio da família, ver o profissional que você escolheu para tirar seu filho de dentro de você te violentar com palavras e procedimentos errados deve ser uma sensação indescritível.

A agência Pública fez uma matéria contando a experiência pessoal que uma mulher que sofreu desse tipo de violência e trouxe dados assustadores do quanto isso é comum no país.

O conceito de violência obstétrica é: “qualquer ato ou intervenção direcionado à mulher grávida parturiente ou puérpera (que deu à luz recentemente), ou ao seu bebê, praticado sem o consentimento explícito e informado da mulher e/ou em desrespeito à sua autonomia, integridade física e mental, aos seus sentimentos, opções e preferências.”

A matéria completa está aqui, nela também está contida informações da pesquisa “Mulheres brasileiras e Gênero nos espaços público e privado”. A mais alarmante é que 25% das mulheres disseram ter sofrido alguma violência durante o parto.

Fica aqui nosso apoio a todos os movimentos que pregam a humanização do parto. Acima de qualquer coisa, o parto é da mulher.

E, de saber que existe este tipo de violência, ver a hipocrisia de quem diminui o debate sobre o aborto me deixa com mais preguiça ainda

Veja o documentário sobra a violência obstétrica:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eg0uvonF25M&w=480&h=360]

FHC rumo a imortalidade

FHC
Como Mun-rá, FHC busca a vida eterna

Cuidado ! Essa deu na Veja:

De Lauro Jardim

A disputa pela vaga na Academia Brasileira de Letras aberta com a morte de João de Scantimburgo teve suas articulações iniciais num almoço no paulistano La Casserole, na quinta-feira. À mesa, Nélida Piñon, FHC, José Sarney e mais quatro pessoas.

No meio do almoço, Nélida foi avisada, por celular, que Scantimburgo morrera. Ato contínuo, avisou Sarney, que puxou FHC e ela num canto. Sarney convidou, ali mesmo, FHC a candidatar-se.

Nélida pediu um “de acordo” de FHC para que ela e Sarney pudessem levar o assunto  aos outros acadêmicos. A dupla recebeu o o.k.

Nos dois dias em que se seguiram ao almoço em São Paulo, a movimentação foi intensa. FHC já conta com votos de grandes eleitores da ABL. Eduardo Portella, por exemplo, que estava com outro possível pretendente – Carlos Guilherme Motta – converteu-se ao ex-presidente.

FHC teria, já garantidos, os votos de Celso Lafer, Paulo Coelho, Merval Pereira, Geraldo Hollanda Cavalcanti, Antônio Carlos Secchin, Sergio Paulo Rouanet, Alberto da Costa e Silva, Sábato Magaldi, Hélio Jaguaribe, Marcos Villaça e José Murillo de Carvalho.

FHC quer ser candidato – ou melhor, quer ser imortal. Mas só entrará na briga com a certeza da vitória. Não quer, a essa altura da vida, entrar numa disputa como essa para perder. Não quer repetir JK. Até quinta-feira, avaliará esses apoios.

Salvo alguma surpresa de última hora, a cadeira será oficialmente declarada vaga na quarta-feira e, em seguida, chega à ABL uma carta de FHC assumindo a candidatura.

Em resumo, o pai da candidatura de FHC acabou sendo Sarney com quem esteve praticamente rompido a partir do final do seu governo. O motivo foi a ação da PF que resultou na implosão da candidatura de Roseana Sarney à presidência.

 

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

Esse editor apostou mais cedo um cruzeiro velho na eleição de Carlos Ayres Britto para a vaga de João de Scantimburgo na imortalidade.

Mas, como diria Luiz Vaz de Camões “Cesse tudo o que a musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta!”

Ferrei-me com um cruzeiro, ou não?

 

"Editorial" do SBT apoia Feliciano

sbt
Uma tal de democracia…

Por Murilo Silva

A moça, Rachel Sarazade, é recorrente em ler editoriais polêmicos e enfáticos no TP.

Esse editor leva muito a sério essa “tal democracia”, por isso não vai entrar no mérito da opinião de Raquel ou mesmo do SBT.

Esse editor acredita que a polêmica entorno de Feliciano é um erro político dos movimentos  sociais.

Um erro por dois motivos:

1 – Porque cria um monstro chamado Feliciano, um sujeito que até então, não existia politicamente. Era uma daquelas quinquilharias do baixo clero da Câmara.

2 – Porque não encara os reais responsáveis pela chegada de Feliciano à presidência da Comissão. São eles: PMDB, PSDB, PCdoB e principalmente o PT. Partidos que abriram mão de suas vagas na Comissão. O PSC, espertamente, focou sua estratégia em uma única Comissão – o que deu a eles o direito de presidi-la.

O problema no “editorial” do SBT é mais estrutural.

Imagine colaborador, que você esta dirigindo pela Nova Dutra.

E então, você passa pelo pedágio e lá esta Rachel Sarazade na cabine.

Ela lhe cobra a tarifa, e antes de liberar a cancela lhe fita nos olhos e inicia seu contundente editorial.

Lhe parece razoável?

Assim como uma estrada cedida a exploração privada uma concessão de rádio-difusão é uma concessão de bem público, que deve atender aos preceitos constitucionais de impessoalidade e pluralidade.

Televisão não é lugar de editorial.

Isso por si só é um ataque frontal a “tal da democracia”.

Ao se valer de um espaço público privilegiado para defender a liberdade de expressão de Feliciano, Sarazade e seu jornal desrespeitam a liberdade expressão dos opositores de Feliciano, que não receberam o mesmo espaço para expor sua concepção sobre essa “tal de democracia”.

Se Sarazarde quer dar sua opinião ela deve ir para TV fechada, para o jornalismo impresso, ou para internet, onde o cidadão paga e escolhe o que quer, ou seja, uma relação privada/privada e não público/privada como na TV.

O Fora de Foco oferece espaço, minha boa reaça.

Será um prazer (rs) publicar suas opiniões sobre essa “tal de democracia”.

Mande seu texto, foto ou vídeo para: foradfoco@gmail.com

Corrida pelo STF

stf
De olhos bem fechados

Do Estadão:

O processo de escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) esvazia uma frase repetida há mais de um século nos meios jurídicos: cargo de ministro do Supremo não se pleiteia nem se recusa. Pelas contas de integrantes do governo, mais de 40 nomes já se apresentaram em busca da vaga, e a maioria é de candidatos de si mesmos. Eles se aventuraram a disputar a cadeira deixada no ano passado pelo ministro Carlos Ayres Britto, que se aposentou em meio ao julgamento do mensalão.

 

São presidentes de tribunais estaduais, juízes federais e estaduais, advogados, procuradores da República, integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ministros de tribunais superiores que seguem diferentes caminhos, alguns mais discretos, outros nem tanto (ver matéria ao lado), mas todos com o objetivo único: a unção da presidente da República, Dilma Rousseff.

Um dos integrantes dessa relação é o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), Pedro Valls Feu Rosa. “Fui convocado a colocar meu nome à disposição do Brasil em função de consenso dos meus pares no TJ-ES, do chefe do Poder Executivo Estadual – governador Renato Casagrande (PSB) – e dos membros da bancada federal capixaba”, revelou o magistrado.

A peregrinação desses candidatos tem como destino os gabinetes do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, do secretário-executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos, do secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano, do subchefe para Assuntos Jurídicos, Ivo da Motta, e do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.

Fora do Executivo e das proximidades palacianas, o gabinete do ministro do STF Ricardo Lewandowski tem recebido sucessivos pedidos de audiência desde o final do ano passado. Muitos apostam que ele terá influência na escolha do novo ministro. Mesmo que ouçam o contrário do próprio Lewandowski.

O Estado pediu ao Ministério da Justiça, à Casa Civil e à Advocacia-Geral da União a lista de pessoas que pediram audiências para falar especificamente da vaga aberta no Supremo. No total, são 22 nomes de pessoas que se ofereceram para a vaga.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

A inação do Congresso vem depositando no STF uma série de atribuições políticos.

Isso se reflete na incapacidade das casas legislativas de superar o impasse.

Aconteceu na questão dos transgênicos, no aborto de anencéfalos, na Lei de Imprensa, na união civil entre pessoas do mesmo sexo e mas recentemente, na questão dos royalties do petróleo e dos vetos presidenciais. Outras tantas pautas estão para entrar no Supremo.

A permissividade a que se presta essa campanha de bastidores relatada pelo Estadão é perigosa para a democracia.

O ministro Lux Fux, por exemplo, deu uma entrevista bombástica à colunista Mônica Bergamo onde “confessou” o uso de lobby político para obter a indicação.

“Me disseram que Delfim Neto era ouvido no Planalto, aí, colei no Delfim.”

Outro padrinho da nomeação de Fux foi o governador Sérgio Cabral.

No final do ano passado o ministro Fux, em decisão monocrática paralisou o Congresso Nacional impedindo que o veto da presidente Dilma sobre a Lei dos Royalties fosse apreciado pela casa, antes dos outros 3 mil vetos que aguardavam nas gavetas da Mesa Diretora.

Na prática, a decisão tirava a agenda legislativa da mão do poder Legislativo.

O Orçamento da União foi atrasado em três meses por isso.

A decisão que favorecia o estado do Rio, estado de Fux, e diretamente seu governador Sérgio Cabral – fiador da nomeação de Fux – acabou sendo derrubada pelo colegiado do Supremo.

Mas o ruído produzido pelo possível favorecimento político não é condizente com a “liturgia do cargo” – diria Dora Kramer.

Uma reforma definitiva na forma de se eleger ministros do STF e do STJ é assunto urgente que tem ganho espaço entre grandes juristas como Fábio Konder Comparato e Dalmo Dallari.

Já é hora de superar o “oba! oba! do Batman” e trazer esse debate para sociedade. O STF não esta livre de pressões políticas, e o protagonismo têm resultado em um populismo judicial que se reflete na tela da TV Justiça.

 

Em tempo: No domingo morreu o jornalista e escritor João de Scantimburgo, imortal da Academia Paulista e Brasileira de Letras. Inspirado nas casas de apostas londrinas, esse editor aposta 1 cruzeiro velho na escolha do ex-ministro Carlos Ayres Britto para a cadeira de imortal. No instituto Palavra, o poeta Ayres Britto se cacifou como o novo herói da opinião pública formada pelos grandes jornais, em especial do grupo Globo. A conferir.

 

Eureka! Haddad enfrenta a ditadura do carro

Deu na Folha:

Não aumentar a tarifa de ônibus em São Paulo neste ano –ou até reduzir o preço da passagem– é possível, nos cálculos da prefeitura. Para isso, o prefeito Fernando Haddad (PT) está propondo aumentar a gasolina e usar os recursos no subsídio da tarifa do transporte.

Haddad calcula que, para cada R$ 0,10 de aumento no preço da gasolina, a passagem de ônibus cairia R$ 0,15.

A proposta é a volta da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), que seria vinculada ao subsídio ao transporte público.

A Cide seria cobrada apenas nas regiões metropolitanas e seria usada apenas no subsídio ao transporte nesses locais: o dono de carro de São Paulo subsidiaria o transporte público de sua cidade. É o que Haddad chama de “subsídio direto cruzado”.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

1 – Uma política real pró-transporte público se baseia necessariamente por uma opção pelo transporte público frente ao carro – frente ao transporte privado.

2 – O uso inteligente dos tributos é um dos principais ou principal dispositivo de ação dos governos democráticos modernos. Se Haddad tiver a firmeza de propósito necessária para implantar essa política, isso o incluirá entre os grandes lideres metropolitanos do mundo.

Pobre agora come carne. Açougue no alemão fatura 250 mil por mês

Deu na Folha:

alemãohttp://foradefocoblog.files.wordpress.com/2013/03/alemc3a3o.jpg?w=300
novo Alemão

 

O açougue de Manuel Novais, 56, atende diariamente 500 pessoas, em média, na principal e movimentada rua de acesso a Nova Brasília, uma das 13 favelas do Complexo do Alemão. Por mês, o faturamento do comerciante é superior a R$ 250 mil.

A prosperidade nas vendas de Novais sinaliza a boa fase dos negócios em comunidades de baixa renda localizadas na cidade do Rio.

O aumento do consumo reforçou os investimentos de microempresários, muitas vezes impulsionados pelos empréstimos concedidos por bancos com representantes em favelas.

“Do ponto de vista do consumo, há uma revolução em andamento nas comunidades do Rio”, afirma Renato Meirelles, diretor do instituto Data Popular, especializado no setor de baixa renda.

É possível perceber a transformação pelo histórico da Caixa Econômica. Até 2010, as linhas de crédito para pequenos empreendedores, incluindo os informais, eram inexploradas pelo banco estatal nas favelas cariocas.

Em novembro do mesmo ano, com a ocupação policial do Complexo do Alemão, o banco passou a atender esse segmento. Encerrou 2011 com a concessão de 400 microcréditos. No ano passado, o número saltou para 2.000. A projeção para 2013 é alcançar a marca de 3.500 linhas de crédito concedidas.

“Percebemos que a procura pelo microcrédito dobra a cada seis meses”, afirma Tarcísio Luiz Dalvi, superintendente regional da Caixa, que coordena o atendimento às favelas da zona norte.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

Os números de empreendedores que nasceram do “Bolsa Esmola” são impressionantes, meu bom reaça.

Só em 2011 o Sebrae investiu 180 milhões de reais na formação de micro-empreendedores.

Esse dinheiro, além criar uma massa de consumo nos antigos bolsões de pobreza, cria um comércio forte e pujante, negócios prósperos como o açougue de dona Manuela.

São mais de 102 mil Microempreendedores Individuais no Bolsa Família, meu bom reaça.

É a porta de saída.

O Bolsa Família, quem diria, é um choque de capitalismo.

Se esse modesto editor tivesse dinheiro para investir, fugiria de Eike Batista e buscaria sociedade com dona Manuela.

 

PEC das domésticas: a classe média e o afeto

Com açúcar com afeto, fiz seu doce predileto, pra você parar em casa...
Com açúcar com afeto, fiz seu doce predileto, pra você parar em casa…

Por Bruno Pavan

Nesta semana foi aprovada a PEC que dá direitos aos (às) empregados (as) domésticas. Agora eles terão direito a FGTS, hora extra, jornada de trabalho semanal, seguro-desemprego, licença maternidade e algumas coisas que Vargas já tinha garantido a outros profissionais mais de 60 anos atrás.

Mas a Casa Grande, com medo de perder seus privilégios na sociedade brasileira, esperneia.

O símbolo mor da aristocracia no principado de Higienópolis, o Entre Aspas da Globo News, reclama: “como a classe média bancará direitos como a creche para o filho pequeno da doméstica?”

O brasileiro, principalmente a classe média, se acostumou com coisas que, como diz o bordão antigo do Zorra Total: não lhe pertencem mais!!!

A especialista presente no programa diz que: “a relação entre empregada e patroa tem um afeto”.

Não questiono que exista mesmo essa relação. Empregadas que trabalham a mais de 20 anos em uma casa, que viram os filhos dos patrões crescerem e tudo mais. Acontece que isso não pode fazer com que a doméstica, o jardineiro, o motorista trabalhe 18 horas por dia, não tenha hora de sair do trabalho.

A grande página virada é que a classe média não vai mais ter empregada sete dias por semana em casa. E vai ter que se acostumar com isso. Não tem dinheiro para bancar creche para os filhos dos empregados? Não banque um empregado. Dirija seu próprio carro, limpe sua própria casa, corte sua própria grama!

Um grande debate está por vir, mas aconselho que se ligue o “hipocrômetro” em tempos de redes sociais e de rios de chorume pela rede. A pobre classe média, tão violentada em anos de “bolsa esmola” continuará reclamando importando revoltas que seriam da elite, e continuarão pautando sua relação com a empregada na base do afeto.

Clique aqui e veja o Entre Aspas