Podcast Fora de Foco #13 – Belchior – Apenas um rapaz latino-americano

Está no ar a décima terceira edição do podcast Fora de Foco. Nessa edição o entrevistado é o jornalista e escrito Jotabê Medeiros que fala sobre seu livro “Belchior – Apenas um rapaz latino-americano” lançado pela editora Todavia (Aqui para comprar)

Abaixo a lista de músicas que foram utilizadas no programa

Podcast Fora de Foco #12 – Somália

Em edição especial, o Podcast Fora de Foco traz um programa com a professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-RJ Marta Fernández para entender melhor o que acontece na Somália.

Link para matéria da Rede Brasil Atual com a professora aqui: http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2017/10/atentado-na-somalia-e-resultado-de-conflito-historico-e-alianca-com-eua

Link para a última edição do Podcast do Xadrez Verbal aqui: https://xadrezverbal.com/2017/10/20/xadrez-verbal-podcast-116-somalia-venezuela-e-energia-limpa/

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PODCAST FORA DE FOCO #11 – Estado pós-democrático

Saiu a 11a edição do meu, do seu, do nosso Podcast Fora de Foco!
Dessa vez se trata de uma entrevista com o juíz do TJ do Rio de Janeiro Rubens Casara sobre seu novo livro Estado pós-democrático – neo-obscurantismo e gestão dos indesejáveis (Ed. Civilização Brasileira)

Esquerda precisa lutar contra o neototalitarismo, o populismo e o adesismo, diz Ruy Fausto

Ocorreu na última terça-feira (9) no livraria Martins Fontes em São Paulo o debate sobre o livro “Caminhos da esquerda”, do professor emérito da USP Ruy Fausto, lançado pela Companhia das Letras. O evento também contou com a presença do deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ).

Foram discutidos muitos pontos como quando aconteceu a crise da esquerda no Brasil e no mundo e o que será preciso fazer para a reorganização do campo progressista após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Ou seja, como diz o próprio título do livro de Fausto, os caminhos da esquerda.

Para Fausto há três “doenças” principais da esquerda. O neo-totalitarismo, o populismo ou o patrimonialismo e o adesismo.

O neo totalitarismo, para Fausto, mora em manifestações de apoio a pensadores ortodoxos como o filósofo italiano Domênico Losurdo, que esteve no Brasil recentemente para as comemorações dos 100 anos de revolução russa. “Dizem que a revolução russa acabou com isso e com aquilo, sim, acabou mas colocou algo pior no lugar. A gente vê o (Antonio) Negri querendo fundar um novo leninismo, isso acabou, está morto e enterrado, não tem nenhum futuro”, criticou.

Já no campo do adesismo, ou seja, de abrir mão de seus ideiais para “seguir na onda” da política tradicional, Fausto dá os exemplos do ex-presidente Fernando henrique Cardoso, que na visão dele migrou da centro-esquerda para a centro-direita, e o PPS, que era o antigo PCB, e que saiu da extrema-esquerda e vai para a política dominante.

A terceira doença, o populismo, o professor identifica nas discursos a favor do governo venezuelano de Nicolas Maduro, que identifica tanto na esquerda brasileira, nas vozes de Gleisi Hoffman e em alguns quadros do PSOL, quanto na esquersa mundial, principalmente na figura de Jean-Luc Melenchon que ficou em quarto lugar nas eleições presidenciais francesas em 2017 com 19% dos votos.

A saída é uma esquerda mais moderna

O deputado Alessandro Molon também estava presente no evento e apontou a necessidade de se formar no Brasil um esquerda com pautas mais modernas, preocupada, sobretudo, com a desigualdade social mas sem esquecer da defesa da democracia.

“Dentro desse espector de uma esquerda democrática, há um vácuo no Brasil que ninguém conseguiu ocupar. Nem a Rede, partido da qual eu faço parte, conseguiu ocupar esse espaço. O PT deveria estar preocupado em fazer uma autocrítica honesta mas não está fazendo e os que se preocupam em fazer dizem que o partido errou porque não foi esquerda o suficiente. Eu não acho que esse seja o diagnóstico correto”, afirmou.

Ter um discurso contundente contra a corrupção também foi apontado tanto por Fausto quanto por Molon como algo essencial para que a esquerda brasileira possa ressurgir com força. O deputado fez menção a um artigo publicado no site justificando intitulado “Esquerda fashion punitivista” que fazia críticas e ele e ao senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) por defender publicamente o ex-procurador geral da república Rodrigo Janot e o Procurador da República Deltran Dellagnol e suas atuações na operação Lava Jato.

“Quanto à ideologia, a esquerda ‘fashion’ punitivista acaba sendo mais daninha ao avanço das liberdades democráticas do que os deletérios personagens da direita, justamente porque confundem a população e, com isso, contribuem para consolidar personagens que extrapolam suas funções institucionais, em clara afronta ao papel constitucional que deveriam exercer. A contradição que não percebem é que ao incentivar a exaltação política de autoridades do MP e do Judiciário, contribuem para a completa ausência de controle do poder punitivo”‘, apontou o advogado Patrick Mariano (Clique aqui para ler o artigo na íntegra)

“É claro que o combate à corrupção não pode ser um fim em si mesmo, mas eu não consigo entender, honestamente, quem diz que agora estão tentando usar o discurso garantista contra a seletividade penal pra dizer que quem é de esquerda não pode achar bom que as pessoas estão sendo descobertas e respondendo aos crimes que praticaram. É um negócio inacreditável isso! Durante anos a esquerda que estuda seletividade penal disse que o sistema penal foi feito pra prender pobre e negro, o que é corretíssimo. Mas quando começa a pegar o andar de cima você diz ‘não, nós somos contra cadeia’. Então a gente é contra o quê? Me parece que temos aqui um problema de igualdade também, mas não só social como republicana, de que maneira o estado trata cada um”, respondeu o deputado.

Sobre a polêmica com Marilena Chauí: “alguém precisava ter feito a crítica”

Na revista Piauí de número 121, de outubro de 2016, o professor  Ruy Fausto assinou o artigo “reconstruir a esquerda”, uma espécie de pontapé inicial para o livro lançado menos de um ano depois. Como é de praxe da revista, os artigo são ilustrado por uma ilustração e, no caso desse, era uma desenho da professora da FFLCH-USP Marilena Chauí feliz representada como uma sereia tocando uma harpa. A imagem contrastava com um navio com uma bandeira do PT passando por uma tormenta e pessoas se afogando. Há também uma menção ao ex-presidente Lula no desenho.

A ilustração não era gratuita e vinha com uma passagem do texto de Fausto abaixo: “é preciso dizer: o discurso político de Marilena Chauí tem representado uma verdadeira catástrofe para a esquerda. Infelizmente, ela se mostra seduzida demais pelo aplauso dos auditórios”   

Um mês depois, a revista Cult traz um artigo de seis professores da USP intitulado “Um frágil diagnóstico sobre Marilena Chauí e esquerdas”, que respondia ao professor Ruy Fausto.  

Perguntado sobre a crítica feita, Fausto apontou que as intervenções políticas de Chauí são insuficientes e demagógicas e que se ele não fizesse as críticas. alguém teria que fazê-la.

“Eu fiz uma crítica bastante forte à Marilena porque primeiro o estilo de intervenção política dela é muito insuficiente e um pouco demagógico. A saída dela em torno da classe média foi extremamente infeliz, tanto que agora ela já se corrigiu. Ela também não fez a autocrítica que tinha que fazer ao PT. Eu escrevi aqueles artigos depois de um colóquio fez e que ela termina com um elogio do PT. Numa outra reunião que tivemos, quando se falou em autocrítica ele disse que era coisa de stalinista, isso é uma bobagem, a autocrítica que a gente está pensando não é a autocrítica dos processos de Moscou. Esse tipo de linguagem tinha que ser criticada. Com isso eu não quero desprezar os méritos dela como professora, e espero que ela continue participando dos debates, não sei, não a vi depois dessa discussão, mas acho que um dia teriam que fazer isso e eu fico contente em ter feito. Se eu pensasse um pouco mais talvez eu não fizesse porque enfrentar a Marilena na universidade é uma coisa de maluco. Se passou um pouquinho da medida eu não sei, mas eu tive que fazer”, encerrou.    

Podcast Fora de Foco #10 – A rebeldia do precariado

Está no ar a décima edição do podcast Fora de Foco!

Nesse programa o entrevistado foi o professor do departamento de sociologia da USP Ruy Braga. Ele falou se seu recente livro, lançado pela editora Boitempo, A Rebeldia do Precariado, onde analisa como os trabalhadores com cada vez menos direitos trabalhistas pelo mundo estão se organizando.