PSDB propõe cortar pela metade FGTS das domésticas. Esse é o banho de povo do FHC

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nós x eles

Deu no G1:

O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), protocolou nesta quinta-feira (4) projeto de lei que estabelece um sistema simplificado de recolhimento dos encargos dos empregados domésticos através da criação do “microempregador doméstico” […]

O texto da PEC das Domésticas, que iguala os direitos dos empregados domésticos aos demais trabalhadores urbanos e rurais, foi publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (3) e, com isso, nove direitos previstos na emenda já estão valendo. Outros sete ainda dependem de regulamentação.

A proposta do PSDB permite um documento único para o recolhimento mensal de contribuição para a Seguridade Social e para o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). Também reduz o percentual que o empregador terá que pagar em FGTS para as domésticas, que passaria de 8% para 4%, taxa incidente sobre o valor do salário registrado na carteira de trabalho.

Já a contribuição para a Seguridade Social será, pela proposta, de 8%, sendo 5% pago pelo empregador e 3% retido e recolhido do salário do empregado doméstico segurado. O projeto também exclui o pagamento de 40% do FGTS para empregado demitido sem justa causa.

Sampaio argumenta que a redução e simplificação de encargos são necessárias já que “a relação de trabalho entre empregador e domésticas é diferente da relação entre empresa e trabalhador”.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

Eis que a falange pela família já cruzou os portais de Vilaboim!

A PEC que é revolucionária justamente por dar direitos IGUAIS a trabalhadores que historicamente só mereceram a indiferença, enfrenta seu primeiro ataque frontal.

Ataque de uma classe média que não compreende seu novo papel dentro de uma sociedade mais igualitária.

A Organização Internacional do Trabalho, que revelou em estudo recente que o Brasil tem 7,2 milhões de empregados domésticos – o dobro da soma dos países ricos – elogiou a PEC das Domésticas.

Segundo a OIT, o Brasil da exemplo ao mundo.

É comovente a preocupação do deputado Carlos Sampaio com os empregos das domésticas.

É comovente…

O que ele não entende é que, como disse Delfim, a doméstica virou manicure, foi para o call-center…

Ela não vai mais lavar o banheiro da casa do patrão.

Em último caso, ela vai lavar o banheiro do escritório, e vai ganhar 8% de FGTS como todo trabalhador, e não os 4% sugeridos pelo ilustre deputado Sampaio.

A proposta do PSDB e sinônimo de um partido dominado pelos “gênios” dos juros altos.

Aqueles, que como disse Delfim: “querem que a empregada doméstica que hoje usa sabonete Dove volte a usar sabão de coco.”

É um “processo civilizatório”, diz Delfim.

Não é socialismo,

Não é populismo,

Não é nem esquerdismo,

A PEC das domésticas é capitalismo, estúpido!

Em tempo: desse jeito, em vez de “banho de povo”, o PSDB vai levar um banho do povo. Outro…

Cada emprego gerado pela indústria automobilística custou 103 mil a União

Capitalismo tupiniquim:

Números de Toledo. Veja o vídeo:

 

Sem título
Toledo: um jornalista bom de conta

Por Murilo Silva

Por que o governo brasileiro é refém da indústria automotiva?

Não seria o caso de mandar a Volkswagen  a Ford, a GM e a Fiat irem vender carro em Atenas, Madri, Roma, Paris ou até mesmo Detroit?

Por que um mercado de possibilidades tão extraordinárias como o mercado brasileiro tem de oferecer tantas bondades para a indústria automotiva?

Por que os investimentos desse setor são tão sensíveis no aqui?

Falta capitalismo no Brasil.

spread do carro no Brasil é um dos maiores do mundo.

Quer vender mais? Por que não abaixa o preço?

 

Governo coloca inteligência atrás dos portos. Vai achar o Dantas?

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guerra dos portos

Deu no Estadão:

BRASÍLIA – O Palácio do Planalto montou uma operação para monitorar a movimentação sindical no Porto de Suape, em Pernambuco, principal ponto de tensão entre a presidente Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos (PSB). Coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e executada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a ação teve início há cerca de um mês.

Possível candidato à Presidência da República no ano que vem, Campos lidera o movimento opositor à medida provisória dos Portos, que, entre outras mudanças, retira a autonomia dos Estados de licitar novos terminais de carga. O governador pernambucano tem realizado uma série de reuniões com sindicalistas. Na pauta dos trabalhadores está, inclusive, a possibilidade de uma greve geral contra a medida.

A operação classificada como “Gerenciamento de Risco” foi desencadeada no Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) e tem como foco justamente essa possível greve geral.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva,

Não é de hoje que Eduardo Campos tem andado com más companhias.

Um sinistro embaixador na FIESP, Flávio Rocha, da Riachuelo – veja aqui a história do moço.

José Serra, com quem diz ter muitas afinidades.

E Paulinho da Força – ou da Farsa – apelidado por Paulo Henrique Amorim como Pauzinho do Dantas.

Mas o que tem Daniel Dantas com isso? – pergunta o caro colaborador.

Daniel Dantas, convidado de honra no banquete da Privataria Tucana – fez-se dono da Santos Brasil, maior terminal portuário do país.

Daniel Dantas é portanto contra a abertura dos portos promovida pelo governo da presidente Dilma.

A medida visa criar concorrência com os terminais públicos.

Quando o governo FHC privatizou os portos, ele o fez de uma maneiro sui generis. 

O porto passou a ser explorado pela iniciativa privada, porem, o monopólio sobre o serviço permaneceu. Só um porto público, concedido ou não a iniciativa privada, pode escoar carga de terceiros no Brasil.

É um meio liberalismo, entente?

Você entrega o porto para iniciativa privada, mas protege o comprador do porto da concorrência.

Você combate o monopólio público – “danoso ao país” – e coloca um monopólio privado no lugar.

Foi assim com as teles, com as empresas elétricas, com a mineração e siderurgia – e em TODOS, TODOS esses processos, Daniel Dantas se fez presente. Esse é o legado de FHC.

Pois bem, a presidente Dilma tomou uma decisão: vai abrir os portos e destravar de vez os gargalos da exportação.

Desde então, a Força Sindical, sobre a inspiração intelectual de Dantas, vem mobilizando os trabalhadores portuários contra a medida.

Muito embora Dilma tenha afirmado na ocasião da proposta que: “Abrir os portos não significa tirar um, um ou meio ou um milímetro de direito do trabalhador portuário. Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos”.

Abrir os portos significa liberar a concorrência. O sujeito tem a grana, vai lá e faz um porto. Feito o porto ele pode escoar produção de terceiros a vontade, desde que respeite as leis de mercado. Não pode haver favorecimento entre carga própria e de terceiros.

Um navio chinês chegou a ser ocupado pelos trabalhadores de Santos.

A questão ganhou contorno de guerra, já que Dilma não esta sozinha nessa empreitada.

Empresários de alto calibre – Eike Batista e Emilio Odebrecht – são os principais interessados na abertura dos portos.

A CUT também se posicionou ao lado do governo. Vagner Freitas, presidente da Central Unica dos Trabalhadores, foi fundamental para conter a greve em Santos.

Agora, a arena esta posta.

Dilma, seguida por Eike Batista e Emilio Odebrecht no campo empresarial e a CUT no campo sindical.

Contra Dantas, Paulinho da Força – ou da Farsa – e… Eduardo Campos.

O relato de Alana Rizzo do Estadão mostra que o governo esta de olho…

Em tempo: O governo desmentiu a matéria de Alana Rizzo, mas, nesse caso, ninguém esperava algo diferente do governo. Guerra é guerra.

Blogueira cubana é BARRADA nos EUA. Viva a democracia!

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princesa da festa e barrada no baile

Do Jornalismo B:

A tarde desta quarta-feira foi momento de mais um ataque à liberdade nas relações entre Estados Unidos e Cuba. Elaine Díaz Rodrígues, blogueira, jornalista e professora da Universidade de Havana, foi impedida de ir aos EUA para um dos maiores eventos de Ciências Sociais do mundo, o XXXI Congresso Internacional de Estudos Latino-Americanos.

Elaine teve seu trabalho aprovado pela Associação de Estudos Latino-Americanos, organizadora do evento, que também deu a ela uma bolsa para a viagem. Mesmo assim, o governo dos EUA não concedeu o visto a Elaine.

Agora, a jornalista e professora se pergunta quem cerceia a liberdade, Cuba ou os EUA? Por que Yoani Sanchez pode ir aos EUA, mas Elaine não? “Não tive nenhum problema com Cuba para sair, nunca”, disse ela ao Jornalismo B. E completou: “É humilhante que neguem vistos a acadêmicos enquanto recebem de braços abertos a Yoani (Sanchez)”.

Em seu Twitter, Elaine agradeceu aos governos do Brasil e do Quênia por a terem recebido para congressos em 2012, e disse torcer “para que o Congresso mais importante de Ciências Sociais do mundo saia novamente do território estadunidense, só assim se garantirá a presença de todos os cubanos e cubanas aceitos pela Lasa (sigla da organizadora)”.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

Quantos jornalistas latino americanos irão se levantar para defender a blogueira cerceada?

A SIP irá se manifestar por Elaine?

O Estadão fará editoriais por ela?

Vai ter capa da Veja para Elaine?

O Clarín?

E no velho mundo? O que dirá o El País?

Quantos prêmios internacionais ganhará Elaine?

O que são meia duzia de estudantes em uma livraria, caro colaborador, diante dos Estados Unidos da América?

Na visita de Yoani Sanchez ao Brasil assistimos uma verdadeira cruzada pela democracia. Ela se repetirá agora?

Quem é cerceado de verdade no Brasil? Yoani, ou os manifestantes que se ergueram contra sua “concepção de Cuba”?

Quem tem a hegemonia do discurso?

Yoani esteve nos Estados Unidos no mês passado, logo depois de deixar o Brasil.

Foi recebida na Casa Branca por Ricardo Zuniga, assessor do presidente para assuntos da América Latina.

O presidente Obama não estava em casa, mas mandou flores.

Esse é o verdadeiro valor da democracia ocidental.

A política não se faz com a pomba branca. Nem com o fígado

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Produção… ô… produção….

Por Bruno Pavan 

O pragmatismo, principalmente nas minhas posições políticas, é algo que eu prezo muito. Política é, antes de tudo, escolha de um lado. Muitas vezes essas escolhas te farão colecionar pessoas que não vão muito com a sua cara. Faz parte.

Não acho possível fazer política como pretende, por exemplo a ex-ministra Marina Silva, com a pomba branca da paz na mão. Penso que isso é fazer política com a antipolítica.

Tomar posição é necessário. Melhor do que ficar sugerindo plebiscito pra tudo. Lula, FHC, Jean Willys geram ódio por quem não concorda com suas posições. Os três são políticos e devem tomar posições.

Nessa semana uma polêmica tomou conta do twitter. Um perfil polemicista profissional ofendeu o deputado Fernando Ferro (PT-PE). O chamou de “lixo humano” e de “merda”. Que respondeu com insultos homofóbicos. O mais curioso de tudo é que o perfil faz parte de tropa anti-governista. Supostamente fariam críticas à esquerda do governo. Na prática, fazem política com o fígado.

Ferro errou em entrar na onda do polemicista. Faltou jogo de cintura para lidar com os revoltados (e mal educados) da internet. Errou em ter chamado o dono do perfil de “boneca agressiva”, usou a orientação sexual do ofensor para ofendê-lo. O pontinho antes do nome do deputado é representativo. Ele jogou verde pra colher maduro. E colheu.

O antigovernista apelou para a tática Ivo Holanda de argumentação. Escolheu um alvo, o ofendeu para tirá-lo do sério, depois saiu gritando “produção, produção… me ajuda produção”. É infantil. Da mesma forma como acusam o governismo de ser.

(tentar) Discutir política é cada vez mais difícil no mundo em que as redes sociais liberam o que há de mais preconceituoso na mente das pessoas. Deixem as vísceras longe da política, ela só atrapalha.

O medo da maioria às mobilizações sociais

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Regininha não ganha eleição… mas o medo dela venceu a (minha) esperança…

Por Bruno Pavan

Movimentos sociais são um dos grandes temores da elite/classe média idiotizada brasileira.

MST, um monte de baderneiros que deveriam arrumar emprego; direitos humanos, defensores de bandidos; feministas, um monte de mulher mal-amada sem ter o que fazer.

Na maioria das vezes altamente despolitizados, esse pedaço da sociedade não suporta que se reúne pra protestas o que quer que for. O único protesto que vale são aqueles pra redução de impostos. “Roupa em Miami é tão mais barato…” (Leia aqui texto do Leonardo Sakamoto sobre a indignação da classe média)

Colocar medo na grande massa da população aos movimentos é a tática mais usada. O MST pode invadir seu terreninho no interior! Os comunistas te farão dividir sua casa com outra família!

A revista Época do dia 25 de março presta mais um grande desserviço a luta dos movimentos sociais, mais precisamente ao feminismo. A capa traz a frase: “A mulher que trabalha, cuida dos filhos, do marido, da comida, da casa… 50 anos de feminismo e ela ainda existe”.

O recado, pra aquela mulher que recebe a revista em casa ou a olha na banca, me parece ser: as feministas malvadas são contra as donas de casa! Olhem só!

O feminismo não é nada disso. Ele prega que a mulher seja o que quiser. Até dona de casa! O problema é ela ser dona de casa sem que ela queira ser dona da casa para fazer a roda do patriarcado rodar.

Por isso que vemos muitas mulheres por aí dizendo que “não são feministas, são femininas” – clique aqui a leia a Clara Averbuck sobre o assunto – é difícil se sentir representado (a) por uma coisa que grande parte da população rejeita, muito inflamada pela grande imprensa.

Não é difícil esclarecer. Mas parece ser ainda mais fácil embolar e confundir. Uma pena.

Conheça alguns blogs feministas:

Lola Aronovich – Escreva, Lola, escreva.

Nádia Lapa – Cem homens

Clara Averbuck

Aline Valeck

As mulheres da minha vida

Bolsonaro chama ministra de "sapatona"

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Ordinário

 

Do Noblat:

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta segunda-feira que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ, foto abaixo) fez ataques “absolutamente desrespeitosos e covardes à presidente” Dilma Rousseff.

Na última quarta-feira, em sessão no plenário da Casa, Bolsonaro afirmou que os protestos que pedem a saída do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão dos Direitos Humanos (CDH) são uma pressão feita por Dilma, que “não tem compromisso nenhum com a família”.

Para embasar seu discurso, Bolsonaro argumentou que se a presidente tivesse esse compromisso não teria nomeado a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, para o cargo, uma “sapatona”, segundo ele. “Essa mulher (Eleonora) representa a sua mãe, Dilma Rousseff, a minha não. E nem as mulheres brasileiras”, criticou.

Quem o ministro da Justiça quer esconder?

DantasCardozo
quem Cardoso esconde?

 

Deu no Globo:

BRASÍLIA — A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nesta terça-feira nota de apoio aos delegados Luís Flávio Zampronha de Oliveira, que investigou o mensalão, e Matheus Mela Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, que foram proibidos de dar entrevistas sem a autorização prévia do departamento de Comunicação Social da Polícia Federal (PF). Segundo a associação, os delegados estão sendo “vítimas de procedimentos disciplinares com base em normas inconstitucionais que negam o direito de manifestação e à informação”. A entidade já entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Instrução Normativa 13/2008 da Polícia Federal, que instituiu a proibição.

Saindo do Foco:

Por Murilo Silva

A revista Época teve acesso em 2011 ao inquérito mineiro do Mensalão. O relatório comandado pelo delegado Zampronha montra um protagonista até agora escondido.

O relatório de Zampronha mostra como Daniel Dantas fazia nomeações na ANATEL – agência reguladora que deveria vigiar Dantas, na época, gestor da Brasil Telecom.

O relatório de Zampronha mostra correspondência eletrônica entre o lobista Roberto Amaral – sob soldo de Dantas – e os chefes de ordem do Presidente Fernando Henrique.

O relatório de Zampronha mostra correspondência eletrônica entre o lobista Roberto Amaral e o motorista do então ministro José Serra, que também responde pela alcunha de “Niger”.

Amaral pediu ao motorista do Serra a cabeça de um dirigente da Previ – maior fundo de pensão da América Latina – e foi prontamente atendido por este que deve ser o mais influente motorista do mundo.

O relatório de Zampronha faz uma verdadeira arquivologia política do grupo Opportunity – principal alvo da investigação.

Estabelece um vínculo central entre os dois governos do chamado Brasil Moderno – um vinculo comum aos “mensalões”.

Entre 1999 e 2002 – governo FHC-  a Telemig, empresa controlada por Dantas, pagou 77 milhões de reais as agências de Valério.

Entre 2003 e 2005 – governo Lula – a cifra foi de 87 milhões.

O relatório de Zampronha dedica 36 páginas ao D.D., 10% do texto.

A Carta Capital teve acesso ao inquérito e o disponibilizou na integra em seu site.

Em tempo: Como se sabe, os amigos de Daniel Dantas chamam o ministro José Eduardo Cardoso, da Justiça, de Zé. O ministro já gastou vastamente seu latim para negar suas relações com o banqueiro. Contudo, Zé Eduardo se notabilizou na imprensa italiana pela via-sacra que fez por lá para defender os interesses do banqueiro carioca em sua disputa com a Telecom Itália. Zé também já engrossou as fileiras de advogados do controvertido banqueiro.

Deixa o Zampronha falar, Zé!