Podcast Fora de Foco #25 – Intentona comunista? – Com Marly Vianna

Olá,

Está no ar a última edição do podcast Fora de Foco de 2018

E hoje vamos falar da Intentona Comunista de 1935 ou, como prefere a professora Marly Vianna, a Intentona Tenentista.

A professora é autora do livro “Revolucionários de 1935” (Ed. Expressão Popular) em que ela analisa o cenário político da época e quais eram as reivindicações desse movimento.

Ela também refuta a tese de que os revoltosos receberam dinheiro de Moscou.

Dê o play e até 2019!!!!!

Podcast Fora de Foco #24 – Bolsa Família e as taxas de suicídio – Flavia Jose Alves

Olá
Hoje a edição do Fora de Foco é com a pesquisadora Flavio Jose Oliveira Alves, uma das autores do artigo “Efeito do Programa Bolsa Família na redução das taxas de suicídio e de hospitalização por tentativa de suicídio nos municípios brasileiros”.

Dê o play ae porque o assunto é sério!!!

Podcast Fora de Foco #23 – Maria Bonita era feminista? – Com Adriana Negreiros

Olá,
O Podcast está de volta com mais uma edição!
Dessa vez a entrevistada é a jornalista Adriana Negreiros, autora do livro “Maria Bonita – Sexo, violência e mulheres no cangaço” (Ed. Objetiva). Além de contar a história do cangaço pela ótica feminina ela responde a dúvida: Maria Bonita (e as outras cangaceiras) eram feministas?
Dê o play pra saber a opinião de Adriana!!!

A rebeldia de olhar pra trás


Por Bruno Pavan

No próximo dia 20 de novembro é comemorado o dia da consciência negra. O dia da morte de Zumbis dos Palmares, em 1695, se tornou feriado em algumas cidades brasileiras. Quase sempre ele é ligado ao da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

O que essas duas datas históricas que, nos dias de hoje, apesar de terem sido separadas por mais de 200 anos, tem a ver?

A Cia das Letras lançou, em maio de 2018, o Dicionário da Escravidão e Liberdade. Organizado por Lilia M. Schwarcz e Flávio Gomes, a publicação conta com 50 artigos críticos que, por ordem alfabética, explicam, discutem o período da escravidão no país.

A consciência (ou a falta de)

O significado da palavra consciência é “sentimento ou conhecimento que permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo interior”.

Notem que o 20 de novembro nada tem de “coitadismo”. Eu já ouvi frases como: “se existe feriado consciência negra, porque não existe consciência branca?” Olha, até digo que a ideia não é ruim, mas ao invés de comemorações, deveria ser uma data de luto. Se você tiver a consciência do que o branco fez com os índios desse país e com os negros africanos, não vai sentir vergonha?

No texto da apresentação do dicionário, Schwarcz e Gomes lembram que “lembrar é, por isso mesmo, exercício de rebeldia; de não deixar passar e de ficar pra contar”. Em uma época em que ouvimos o tempo todo que devemos “parar de olhar pra trás”, lembrar de Zumbi, da ditadura militar, dos navios negreiros, é um ato de rebeldia enorme.

Os movimentos abolicionistas

A caneta da princesa Isabel não se mexeu por conta dela ter acordado de bom humor naquele 13 de Maio de 1888. Movimentos abolicionistas, quilombos e outras formas de resistência sempre existiram. Nunca houve corpos dóceis e domáveis pela escravidão!

Gomes nos conta, no artigo “Quilombos/ Remanescentes de Quilombos” que o primeiro “mocambo” foi formado em 1575 na Bahia. Mais de 300 anos antes da abolição e 75 anos depois da chegada dos portugueses.

Movimentos sociais abolicionistas ganhavam bastante importância no século XIX, anos antes da lei áurea ser aprovada. Wamyra Albuquerque conta muito bem essa história no artigo “Movimentos sociais  abolicionistas”. Ela conta como episódios como a Revolta dos Malês, em 1835 e da Revolta de Manuel Congo em 1838 foi produto de uma grande intensificação da rebeldia escrava.

Luiz Gama foi outro personagem essencial para que o debate sobre o abolicionismo ganhasse importância. Contrariando as estatísticas, Gama conseguiu se alfabetizar, se tornar um grande jornalista e atuar como um defensor de escravizados na justiça. Ficou conhecido como o advogado da liberdade.      

Categorias de trabalhadores como padeiros e tipógrafos também colaboraram na resistência a para dar o caldo necessário para que crescessem as vozes pelo fim do trabalho escravo.

O dia 15 e o dia 20

No artigo “Pós abolição; o dia seguinte” Walter Fraga nos aponta como abolição e proclamação da república, separadas por 1 ano e meio, se relacionaram.

“Ao longos dos anos de 1888 e 1889, representantes dos fazendeiros defenderam no Parlamento indenização pelas perdas financeiras decorrentes do fim do cativeiro. O fato de não verem atendida sua reivindicação explica porque muitos desistiram da monarquia e embarcaram no projeto de República pouco mais de um ano depois do Treze de Maio (…) Nos anos iniciais do Brasil republicano, recrudesceu o controle sobre os candomblés, batuques, sambas, capoeiras e qualquer outra forma de manifestação identificada genericamente como `africanismo`”

Ou seja, a “República”, coisa do povo, em latim, já nasceu de costas para a maioria de seu povo.

Ainda no texto de Fraga, ele narra como o país foi tomado por uma grande festa no episódio da assinatura da lei áurea. Machado de Assis, embranquecido pela História com agá maiúsculo que se repete como farsa, cinco anos depois, escreveu que o 13 de maio foi “o único dia de delírio público que me lembro ter visto”.

Cabe voltar a Machado no seu romance Esáu e Jacó quando, pra mostrar que grande parte da população estava totalmente a parte do processo da proclamação (note para a expressão proclamação e não Guerra de República), conta o episódio de Custódio, dono da “Quitanda do Império”, que, precisando de uma nova placa para o estabelecimento, pede ao pintor que pare depois da letra d por não saber se completaria com “Império” ou “República”.

As festas e o ódio

A elite nacional, já em 1888, apelava para a grande teoria que a classe média abraça hoje no país de que carnaval e qualquer tipo de festa é coisa de vagabundo que não quer trabalhar.

Fraga conta sobre a carta de um senhor de engenho para um senador dizendo como foram as festanças em Salvador. Ele a encerra dizendo: “ainda ontem conversando com o presidente e Chefe de Polícia pedi-lhes que assim que passassem as festas, providenciasse no sentido desses trabalhadores voltarem às fazendas, se não em breve os roubos e mortes se dariam a cada momento”. As festas e os batuques do povo negro sempre foram vistos pelos senhores como prenúncios de revolta.

O povo feliz (e com consciência) ainda hoje incomoda!  

*O Fora de Foco é parceiro da Cia das Letras em 2018  

Podcast Fora de Foco #22 – Fascismo e crise de hegemonia com Tatiana Poggi

A nova edição do Podcast traz uma entrevista com a professora de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF) Tatiana Poggi que falou sobre o novo fascismo que vem crescendo pelo mundo e crise de hegemonia.

Ela participa também do web curso sobre fascismo realizado pelo Esquerda Online. Clique aqui para ver

 

Ouça o programa

Aqui

Ou aqui

Podcast Fora de Foco #21 – Mariel Deak – O Brasil mudou mais do que você pensa

 

Olá,

Mais uma edição do podcast chegando!!!

Hoje a conversa é com a socióloga e organizadora do livro “O Brasil mudou muito mais do que você pensa” lançado pela editora da Fundação Getúlio Vargas.

O livro fala de como o Brasil melhorou de 1995 até 2015, datas que saíram as PNADS contínuas do IBGE. Na entrevista a Mariel explica também a importância da democracia e do funcionamento das instituições teve nesse período.

Ouça ae!!!!

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As eleições e o que sentimos

Por Bruno Pavan

O brasileiro e a brasileira que estão minimamente por dentro das eleições presidenciais já está habituado (a) com a palavra “polarização”. Desde o final do pleito de 2014, quando Dilma Rousseff venceu Aécio Neves por uma diferença de 3.459.963. Ou seja: minúscula!

Desde então aconteceram muitas coisas: a radicalização do discurso tucano, que questionou a segurança da urna eletrônica e pediu recontagem de votos. Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados liderando o que ficou conhecido como “centrão” e liderando o golpe contra Dilma Rousseff em 2016.

Dilma e sua direção catastrófica na economia, também é personagem central.

A polarização deu as caras e saiu de vez do buraco.

O historiador israelense Yuval Noah Harari apontou, em seu livro 21 lições para o século 21 (Cia das Letras) que “para o bem ou para o mal, eleições e referendos não tem a ver com o que pensamos. Têm a ver com o que sentimos”.

Pesquisa do Datafolha (aqui) diz que 68% das pessoas entrevistadas dizem que se sentem com raiva ao pensar no Brasil. 78% mais desanimado do que animado. 80% mais triste do que alegre. 88% mais inseguros do que seguros. Foi com esse sentimento que o Brasil foi às urnas no domingo dia 8.

Um eleitorado com raiva, triste, desanimado em inseguro é um eleitorado com medo. Um lado, apavorado há anos por programas de TV sensacionalistas e correntes do WhattsApp tem medo do Brasil virar uma nova Cuba, medo de ter sua famílias destruída por uma suposta cartilha que vai ensinar as crianças a serem gays, dos refugiados roubarem seus empregos, da cantora Pabllo Vitar e muitos outros.

O outro lado também vive com medo. Medo de sair com um boné do MST e ser espancado (aqui); medo de ser espancada em uma discussão de bar (aqui); medo de ser atacada com um estilete e ter uma suástica feita em suas costas (aqui); medo de morrer esfaqueado após uma discussão política em um bar (aqui), etc, etc, etc

O fato do PT ter ficado entre 2003 e 2016 no poder e o país não ter virado comunista, continuar sendo o que mais mata trans mostra que um medo é justificável. O outro, manipulável.

O exemplo que Hariri usa no livro é o do referendo do Brexit. A maioria das pessoas que votaram pela saída da Grã Bretanha da União Europeia tinha pouca ou nenhuma noção do que isso poderia acarretar para a ilha. Mas o sentimento era o de que algo precisava mudar. Não importava como.

Mais de 46 milhões de pessoas votaram em Jair Bolsonaro no último domingo (8). Um candidato abertamente homofóbico (aqui), racista (aqui) e autoritário (aqui ). Mas, como lembrou o filósofo Rafael Azzi, a sua tia, que faz os melhores bolos de fubá, que te dá presentes legais no fim do ano, não é fascista por votar em Bolsonaro.

Sentimentos, que resolvem eleições e plebiscitos, como nos lembra Hariri, são manipuláveis.

O Fora de Foco é parceiro da Cia das Letras em 2018

Podcast Fora de Foco #19 – Dobradona e Vladimir Safatle

A nova edição do Podcast Fora de Foco está em clima de #EleNão….. opa, quer dizer, eleição.

O programa vai falar um pouco sobre a dobradona, uma iniciativa de lançamento de candidaturas que prezam pelo poder horizontal e uma mudança no modo de representação política. Para saber mais, entre no site dobradona.org

A segunda parte do programa traz um áudio do professor de FFLCH Vladimir Safatle sobre o risco de um novo golpe militar no país.

Ouça ae!!!!

 

Podcast Fora de Foco #18 – Fred Zeroquatro – Mundo Livre SA

A Décima oitava edição do podcast traz uma entrevista com Fred Zeroquatro, vocalista do Mundo Livre SA. A banda está lançando o álbum “A dança dos não famosos” que critica a justiça, a mídia e a direita brasileira além de se posicionar na crise política nacional